http://catimbojurema.ning.com/profiles/blogs/surgimento-da-jurema-sagrada
Surgimento Da Jurema Sagrada Catimbó
E Seus 12 Reinados
Até 1500 Quando Os Europeus Invadirão Essas Terras E As
Tomarão Dos Índios Que Os Que Receberam Foram Os Tupinambás Já Existiam A
Pajelança Que Era Feita Dentro Das Aldeias Indígenas Em Volta Da Árvore Das
Sagradas E Ou Jurema Preta, Quando O Brasil Foi Invadido Vieram Para Cá As
Bruxas Que Tinham Um Culto De Suas Pajelanças Na Europa Que Era A Bruxaria
Européia, E Juntos Com Os Com As Divindades Da Natureza Dos Negros E As
Feiticeiras Do Povo Cigano. Em 1574 Vem Para O Brasil, Se Junta Ao Catimbó Os
Negros (Canjerê) - Pai Joaquim De Angola E Outros Negros Bantos.
É Com Essa Mistura Quando Eles Se
Refugiaram Em Quilombos Com O Apoio Dos Índios, Era Iniciado Em Sua Pajelança E
Misturava Com A Que Eles Já Seguiam Era Consagrados Para Os Seus Caboclos Como
E De Conhecimento Dos Mais Antigos Juremeiros. Desta Mistura Nasceu O Catimbó
Jurema Na Graça De Deus E A Primeira Religião Brasileira Que Antes As Terras
Eram A Pajelança.
Em Fins De
1908, O Jovem Zélio Fernandino De Morais, Teve
A Manifestação Do Caboclo Da Sete Encruzilhadas Surgiu Assim A Umbanda E A
Quimbanda Saiu Do Rei De Malei Que E O Astharoth
Que E O Exu Rei Das Sete Encruzilhada Que Fundou E A Quimbanda Saiu Do Rei De Malei Que E O Astharoth Que E O Exu Rei Das Sete Encruzilhada Que Fundou A Quimbanda.
Saindo Para A Quimbanda 2 Mestras Que Não São Cultuada Como Mestras De Jurema Que É A Maria Padilha Que Teve O Primeiro Cabaré Em Recife;
E Maria Molambo Que Era Filha Do Dono Das Capitanias De Alagoas Que Se Apaixonou-Se Pelo Boiadeiro Que Seu Pai Mandou Matar E Ela Fugiu De Casa Se Consagrou Na Jurema E Matou A Família No Catimbó.
Como estamos vendo através de datas a umbanda surgiu muito séculos apos, sendo que a Jurema Sagrada Catimbó, que trabalha com os caboclos (índios) mestres( boiadeiros, vaqueiros, tangerino, lavador,
parteiras, benzedeiras, prostitutas de Maceió e recifes que era Juremadas em vida para os seus caboclo o que nao tenho na jurema sagrada e exu e pomba gira isso so apos a umbanda que uns adotou a jurema traçada mais a jurema tradicional e somente caboclo e mestres Portanto A Jurema Sagrada Em Seu
Primeiro Reino Que Era Desta União De Raças E Cresça Dentro Das Aldeias
Indígenas Que Saiu Os Primeiros Mestres, E Ate Mesmo Os Índios Que Passou A
Viver No Meio Dos Homens E Se Vestia Roupas De Homem Branco Que Tem O Mesmo
Nome Como Índio Vamos Ver Isso No Primeiro Reinado Que O Reinado Que Eu
Juremeiro Neto Fui Consagrado Há 9 Anos Atrás Pelo Meu Padrinho Lucas.
Quando Os Juremeiros Desencarnam Ou Encantam Eles Vão Para
As Cidades Do Astral Que São Os 12 Reinos Da Jurema Sagrada, Mais E Claro Que
Isso Não E Geral Somente O Que Os Seus Mestres Os Encantam Dizem Os Antigos Que
Quando As Águas Do Mar Batem Nas Pedras Da Praia De Tambaba Na Paraíba E Se Ver
Um Grande Estronda A Terra Adentro E Que Assim Um Juremeiro Foi Recolhido Se
Encontrou E Foi Anunciada A Sua Passagem E Dentro De Um Período Ele Se Acosta E
Trás As Suas Ciências E Seus Cânticos Revela A Sua Trajetória Na Terra. Como Temos
Evolução Espiritual Os Antigos Mestres Já Não Passam Mais Em Terra Mais Temos
Exemplo De Um Mestre Que Foi Encantado Agora Que Passou Em Uma Estrada Na
Cidade De Alhandra Na Pb Em 1.969 E O Mestre Zezinho Do Acaio, Vamos Aos
Reinados.
Vale À Pena Citar Que A Jurema Sagrada Catimbó, Recebeu
Alguns Encantados No Tambor De Minas Como O Caboclo Luiz Que Para Nos E Mestre
Luiz E O Chiquinho Do Maranhão Entre Outros, Mais As Suas Ciências E Do Tambor
De Minas Nagô Que Alem Dos Orixás Eles Trabalha Com a Encantaria.
A Jurema Sagrada Catimbó E Somente Os Caboclos E Mestres,
Não Existe O Culto Ao Orixá, A Exu E A Pomba Gira, As Que Têm Os Seus Lideres
Espirituais Fala Que E Uma Jurema Traçada, Mais Tem Vários Outros Que E Um
Babalorixa, E Juremeiros E O Candomblé E Totalmente Separado Da Jurema. O Que E
Mais Bonito No Juremeiros E O Respeito Que Tem Uns Pelos Outros E O Amor Pelos
Caboclos E Mestres, pelo menos na minha rama.
1º Reino
Da Jurema Sagrada: Reino Da Jurema.
Reino Do Juremá E Um Reino Destinado Árvore Da Jurema Preta,
É O Primeiro Reinado, E Dita Como A Jurema De Caboclo Popularmente ou A Jurema
De Tupã, É A Jurema Dos Índios.
Aonde Os Negros Bantos, Os Ciganos, Os Europeus Que Vieram
Banidos Por Praticar Pratica De Magia Negra, Ele Se Refugiou Nas Aldeias
Indígenas E Lá Foi Juremados Para Os Índios. E Quando Foi Para Seus Habitar
Natural Que Se Criou Os Outros Reinados.
Atualmente No Brasil Eu Juremeiro
Neto, Que Foi Consagrado Para O Príncipe Rio Verde Que Leva Essa Jurema De
Chão A Jurema, A Jurema De Tupã, Que Saiu Dentro Das Aldeias Conforme A Minha
Percussora Da Minha Rama Mãe Nazira (in memória) De Jequié Ba, Que Foi
Consagrada Pelo Pajé Da Aldeia Dos Tupinambás Ao Caboclo Da Pedra Preta.
A Jurema De Tupã É Composta Pelas Cidades:
Juremá, Cidade Campos Verdes E Cidade Estrela Dalva.
Este Reino Pertence Aos Primeiros Catimbozeiros, Os Que
Iniciaram O Culto De Jurema.
Faz Parte Deste Reino Os Caiporas, Curupiras, Mestres
Curandeiros Os Primeiros Que Se Viu Falar Que Era Índios Ou Mestiços,
Casamenteiros E Mestras Parteiras, Praticam Magia Imitativa E Simpática.
Há Muitos Caboclos Com Poucas Características De Índios Mas
Que Entendem Muito De Remédios Do Mato, Tem Muitos Caboclos Que Era Índios Que
Passou A Trabalhar No Convívio Do Homem Apos A Catequização Dos Jesuítas, Como
Caboclo Bravo Que E O Mestre Machado Bravo, Ventania, Arranca-Toco, Vira Mundo,
Muitos Outros Mais.
Este Reino É Governado Por Tupã Que Na Mesa É Chamado De Rei
Tanaruê. Não Acosta Porque É Como Se Fosse O Nome De Deus Chamado Pelos Índios.
Tupã Para Os Índios Era Como O Nosso Deus Mais Os Índios Tupinambás
Têm Um Caboclo Chamado Tupã Que É Um Príncipe.
Toda A Falange De Tupinambá Vem Através Deste Reino. Reis Tupinambás,
Tamandaré, Tupã, Tupi, Tupynaré, Tupiara, Jurema, Jussara, Jacira, Etc. E
Outras Aldeias Que E Descendentes Deste Índios.
Os Mestres Inácio De Oliveira, Roldão De Oliveira, Maria Do Açaís
I, Maria Do Açaís II, Mestre Carlos, São Os Que Estão A Frente Das Cidades.
Este Reino Tem A Função De Melhorar A Vida Das Pessoas
Trazendo Prosperidade, Inteligência E Despertar A Ciência Dos Discípulos Como
Um Pai Ou Uma Mãe Que Ensina Os Seus Filhos Para Ir Para O Mundo Que E Dele Que
Saiu Toda A Ciência Do Outros Reinados.
Na Árvore Da Jurema Este
Reino Está Na Semente. É Por Esse Motivo Que O Reino Da Jurema De Tupã Respeita
A Todos Os Reinados.
Porem A Sua Raiz Ainda E Nativa A Sua Juremação E No Meio Da
Natureza E Nada Feito Dentro Das Casas.
Sendo Que Os Outros Reinos Teve Os Seus Motivos Que A
Necessidade Assim O Fez Que Quem Era Pego Rezando A Sua Jurema E Morto No Local
E Não Poderia Ser Enterrados E Cemitérios Públicos.
Hoje Temos No Reino Da Jurema As Giras Com Os Caboclos E
Mestres Somente.
2º
Reino - Reino Do Vajuca
Dizem Os Antigos Que Este Reino Fica Na Direção Norte De
Quem Está No Rio Grande do Norte e da Paraíba E Quem Tem A Ciência Da Vidência
Vê No Céu Quando O Dia Começa A Nascer E Isto Somente Por Alguns Segundos.
Este É Um Reino De Muitos Mestres Que Viveram No RN E
Redondezas. Há Muitos Caboclos E Pretos Velhos, Neste Reino.
Diz-Se Que O Vajucá Está Divido Em Duas Partes: Uma Tomada
Por Florestas E Com Muitas Tribos De Índios "Brabos" E A Outra Metade
É Constituída Por Caatinga.
Ester Reino Está Sob A
Direção De Rei Heron, Que É O Rei Dono De
Todas As Doenças O Reino Do Vajucá É Constituído Por Mestres Que Trabalham Com
Plantas E A Própria Terra.
Sabem Fazer Remédios Com Argila E Ervas Torradas Sendo
Também Exímios Preparadores De Misturas Para Cachimbo, Usadas Em Diversos
Atendimentos Espirituais.
João Da Mata E Mestra Faustina São Os Representantes Das
Cidades Deste Reino. As Cidades São: Aldeia Vajucá, Aldeia Mata Virgem E Aldeia
Arruda
3º Reino Tanema
É Interessante Falar Sobre Este Reino Corrigindo A Pronuncia
Que Algumas Pessoas Ao Falar Ou Cantar Sobre Este Reinado, Erroneamente O
Chamam De Panema.
Panema É Um Mal Súbito, Uma Doença Parecida Com O Banzo Dos
Negros, Um Tipo De Depressão Causada Por Encantamento Com O Objetivo De Fazer O
Atingido Definhar.
Tanema É Um Reino De Transformação E Equilíbrio; Um Reino
Onde As Coisas E Pessoas Passam E Se Transmutam Um Reino De Renovação.
Neste Reinado Encontraremos Muitos Curandeiros, Ciganos, E
Outros Entes Que Trabalham E Cuidam De Ervas E Animais
4º Reino Angico
Angico Além De Ser O Nome Deste Reinado, Também E O Nome De
Uma Árvore Muito Importante Em Nosso Culto Que Leva O Mesmo Nome Deste Reino.
Este Reinado Traz O
Poder Da Proteção, Do Fechar Do Corpo E Do Espírito Para Os Males Do Mundo.
Neste Local, Vários Espíritos Que Se Destacaram Pela
Manipulação Dos Poderes Encantados Das Águas E De Feitiços Ligados A Alma
Feminina;
Tais Como Mestra Aninha, Mestra Joana Pé De Chita, Sibamba
as maiorias dos mestres esquerdeiro, tendo em vista que o angico e o para raio
da Natureza, e os nossos mestres esquerdeiro na verdade e o nosso mestre que
faz a segurança de nossa giras.
5º Reino Do Tigre
Neste Local Estão Alocados Os Índios Que Foram Massacrados,
Os Feiticeiros Que Foram Condenados E Torturados Por Serem Bruxos, Magos
Negros, Kabalistas E Etc ...
Este É O Reino Da Guerra E Do Conflito, Dele É Que Tiramos A
Força Para Os Trabalhos De "Fumaça As Esquerdas", Que São Rituais
Onde Evocamos O Poder De Aniquilação Impregnado Neste Reino Para Diluirmos Situações
Indigestas Ou Aparentemente Intransponíveis Em Nossa Vida.
6º Reino Do Bom Florar
Parecido Com O Reino De Tanema, Onde Estão Se Transformando
As Energias;
O Reino Do Bom Florar É Um Local Onde Já Estão Estabelecidos
Os Vínculos Ecos-Existenciais Com Os Seres Animais, Vegetais E Humanos.
Morada Dos Antigos Pajés E De Mestres Raizeiros
Este Reino É Repleto De Entes Iluminados, A Maioria Dos
Mestres Que Trabalham Ligados A Este Lugar Se Dedicam A Trabalhar Em Magias
Curativas.
7º Reino Uruba
Este Reino É Um Marco Da Influencia Da Cultura Negra Dentro
Do Culto Da Jurema Sagrada.
Este Reino, Neste Lugar Encontrará Vários Quilombos Mistos
De Negros, Índios E Brancos Foragidos.
Nas Terras Deste
Reino Estão Estabelecidos Muitos Voduns E Pretos Velhos, Além Do Predomínio De
Negros.
8º Reino Das 7 Covas De Salomão
Neste Lugar Esta O Berço Da Ciência Profética E Mística Da
Jurema.
Nele Moram Os Espíritos Que São Pilares Das Ciências Ocultas
E Por Ele Passam Povos De Mistério Para Buscar Sabedoria Para Suas Jornadas,
Dentre Eles O Povo Cigano Entre Outros
É Um Reino De Muitos Mistérios, Onde Se Trabalham Com Ladainhas,
Em Silêncio Ou Cantando.
Sua Localização Muda
De 12 Em 12 Horas; Por Tanto Só Catimbozeiros De Muita Ciência Conseguem
Contato Para Trabalhar Com Os Mestres E As Energias Deste Lugar Bendito
9º Reino Do Rio Verde
Este Reino É Uma Ilha no Rio Amazonas chamada Marajó
Coberta de búfalos,
alagada durante metade do ano, com praias que alternam ao longo dos meses as
águas salgadas e verdes do mar com as doces e barrentas dos rios amazônicos, a
gigantesca ilha de Marajó, no Pará, é desconhecida da maioria dos brasileiros.
Sua vocação para a obscuridade vem de longe.
Marajó pode
ter sido o primeiro ponto do território brasileiro visitado pelos europeus da
era dos Descobrimentos em 1498, dois anos antes da expedição portuguesa
de 1500 chegar a Cabrália. Mas o visitante o cartógrafo e navegador
lusitano Duarte Pacheco Pereira se passou mesmo pela ilha, se fez de
desentendido. Pisava em território espanhol, de acordo com os limites
estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas.
Há fortes
indícios de que tenha avistado a costa brasileira na altura do hoje chamamos de
Lençóis Maranhenses (uma grande extensão de dunas e lagos na costa do
Maranhão), chegando depois à foz do rio Amazonas e à ilha de Marajó, onde teria
desembarcado. Descreve uma populosa nação de índios pardos
De Matas Densas E Virgens; Pois Na Verdade Suas Cidades
Encantadas Estão Debaixo Das Águas.
Reino Onde É Soberano O Poderio Feminino E De Morada De
Encantados Como Botos, Marinheiros, Caravelas, Sereias, Ondinas E Etc.
O Reino Do
Rio Verde É Composto Por 3 Aldeias Que São:
A. Aldeia Do Rio Verde,
B. Aldeia Do Riacho Bonito
C. Aldeia Das Ondinas.
Apesar De estas Aldeias Serem Submersas Existe Uma Ilha No
Meio Do Reino Cheia De Muitos Rios E Floresta Onde Muitos Índios E Caboclos Vão
Buscar Força E Ciência.
Caboclo Príncipe Rio Verde, Caboclo Príncipe Rio Negro,
Caboclo Príncipe Rio Branco, Caboclo Maresia ( Rio Mar ) E Tantos Outros São
Oriundos Daí.
Esse Reino É O Que Purifica As Almas É Representado Por Uma
Pena Por Ser De Sabedoria E Evolução.
O Rênio Do Rio Verde Não
Tem Rei, Tem Rainha Que Se Chama: Rainha Aurora.
Mãe Da Princesinha Flora, Do Príncipe Rio Verde, Do Príncipe
Boço Jara, Do Príncipe Rio Negro E Do Príncipe Maresia.
Rainha Aurora Se Casou Com O Príncipe Fleximar E Teve Com
Ela Dois Rios (Verde E Negro) Que Eram Gêmeos E Acabaram Por Ordem Do Rei
Tanaruê Gerando O Príncipe Solimões, Com Uma Cuia Mágica Dada Por Tanaruê antes
dos dois Gênios.
Mais como e de conhecimento para os índios ianomâmi gêmeos
tem alma partida.
Crianças gêmeas concebidas por índias dessa etnia costumam
ser vistas como fonte de azar para a aldeia, de acordo com a tradição ianomâmi.
Para eles, os gêmeos têm a 'alma partida', e representam o bem e o mal. Como
não dá para saber qual criança representa o mal, ambas são sacrificadas por
abandono, sufocamento ou envenenamento.
Mas a Rainha Aurora, escondeu o Príncipe Rio Negro no seu
Nascimento e mandou que um guerreiro levar e criar muito longe dali, tanto que
a cantiga de do Caboclo Príncipe Rio Negro, fala que “..... Eu passando por
Santa Rita o mestre mandou me chamar sou Rio Negro do Jurema, e Rio Verde foi
criado como pajé, e quando o Rio Negro foi passado, Rio Verde se encantou-se.
Maresia É Um Encantado Filho De Um Branco Com A Rainha
Aurora E Boço Jara É Filho Do Rei Da Turquia.
O Príncipe Rio Negro Se Encanta Num Pé De Taioba Roxo E O
Rio Verde no canto Uirapuru, nas águas do rio amazonas e um encantado da
natureza.
Água Clara É Uma Das 12 Meninas Da Saia Verde É Também Outro
Nome Como É Conhecido O Reino Do Rio Verde.
10º Reino Do Açaís
Este É O Marco Do Reinado Dos Mestres Na Terra, Lugar Onde
Se Iniciou E Se Assentou As Alianças Com Os Encantes, Para Se Firmar O Contato,
O Conhecimento E O Intercâmbio Com Os Reinados Da Jurema.
Morada E Portão De Passagem Para Os Mestres Mais Importantes
Dos Primórdios Dos Cultos Da Jurema No Nordeste Que São Mestre Manoel Cadete,
Mestre Machado Bravo, Mestre José Phelintra e etc
Este Reino é o único que tem 7 cidades ao invés de 3 e foi
criado a partir do 7º Reino que é o Reino de Urubá.
Os Mestres que lideram o Açaís são D. Maria do Açaís
Segunda, Mestre Inácio de Oliveira e
Mestre Manoel Germano e todos eles louvam a Salomão como o Rei maior que todos
os Reis.
11ºreino De Canindé
Este É Um Reinado Muito Importante E Ha Quem Diga Que É Por
Ele Que Encontramos As Explicações E Os Motivos De Existirem Os Sacrifícios De
Animais Para A Jurema .
Local Onde Ha A
Unificação Das Várias Etnias De Índios Em Um Só Local Vivendo Em Sua Harmonia
Cultural, Com Suas Pajelanças E Mitos.
Neste Reinado Como O
Próprio Nome Diz Quem Rege É O Rei Canindé O Filho De Tupã, Senhor Das Festas,
Bebidas E Da Guerra.
12º Reino
De Tronos
O Ultimo E
Mais Misteriosos Dos Reinos.
Nele Se
Encontram Os Reinados, Tronos E Potestades Do Mundo Espiritual.
Local Onde Vivem E Trabalham Os Anjos ( De
Todas As Espécies).
Neste Reinado
Trabalha-Se Com O Poder Divino Através De Outra Forma Mais Sutil Da Magia; O
Que Para Os Esotéricos Seria Onde Se Guardam Os Dogmas Da Alta Magia.
Trocando Em Miúdos Este Reinado É Fonte De
Purificação Da Espiritualidade Do Culto Da Jurema Sagrada. Apelo aos Juremeiros...
Como vamos observar no Blog de nosso irmão de João Pessoa que esta a frente na Luta,
"Espaço dedicado a este panteão sagrado que atualmente vive entre as práticas dos catimbós nordestinos e os rituais baseados na pajelança dos índios também nordestino e que hoje em dias conhecemos como a Jurema Sagrada, tendo como base os dados da Jurema dos Mestres de Alhandra, atualmente incorporada aos cultos de Umbanda em todo Brasil!"
VAMOS AS FOTOS QUE O NOSSO IRMÃO DE JUREMA TIROU :
Como vamos ficar nós mostrando para o mundo, a nossa Religião se não temos perdendo o passado.
Como esperamos de ter um futuro?
Cade a nossa referência da religiosa, bem os índios aos poucos roubaram as suas endentidades,
Os pajes que consagraram os nossos mestres, Os Jesuitas disse que esta fazendo seção aos Demonios,
e plantaram as suas vontades.
A nossa Historia esta sendo agora destruida pelos descendentes do Acais, que são evangelicos agora,
Se cada um procurar a estudar e levantar a sua Historia e o mais importante e fazer exatamente o seu culto a sua Religião.
Não traçar, misturar.
Respeitar todos os seguimentos religiosos, não somos o dono da verdade mais a grande verdade e provada na Historia daqui a pouco
NÃO TEREMOS IDENTIDADE. SE A NOVA GERAÇÃO ESTA MISTURANDO, JUREMA, COM QUIMBANDA E ATOS DE CANDOMBLE...
A UMBANDA E LINDA COM OS SEUS HINOS E A PUREZA DE SEUS SEGUIDORES, A QUIMBANDA COM SUA MARGIA E MISTERIOS, O CANDOMBLE OS SEUS CONTOS E ENCANTOS AFRICANOS.....
MAIS A JUREMA SAGRADA CATIMBÓ.... ELA VEIO LÁ DO PERIODO PALEOLITICO COMO ESTA ABAIXO NESTE BLOG, E CHEGOU NA PAJELANÇA.... OS PAJES CONSAGROU NO PE DE UMA JUREMA PRETA OS SEUS MESTIÇOS, E NEGROS E COM SUAS PASSAGEM AO VIM PASSOU A SER NOSSOS MESTRE.
SE NÃO UNIR COMO UMA CORRENTE VAI SER ELOS SOLTO NO MUNDO....
Juremeiro Neto.....62.81592112
À sombra da Jurema:
a tradição dos mestres juremeiros
na Umbanda de Alhandra
Revista ANTHROPOLÓGICAS, ano 8, volume 15(1): 99-122 (2004)
Sandro Guimarães de Salles1
Resumo
O presente trabalho versa sobre o culto da Jurema em Alhandra (município localizado no litoral sul da Paraíba), tendo como principal objetivo compreender o encontro entre esta tradição, que remonta aos índios da antiga aldeia Aratagui, e a Umbanda, cuja expansão acompanha a burocratização das instituições religiosas no Estado. No contexto do ‘novo’ culto, a Jurema será submetida a uma reinterpretação mitológica e ritual. Estas mudanças, contudo, não ocorreram de modo passivo, mas dentro de um processo dinâmico e dialético. Assim, procuramos mostrar, a partir dos relatos dos seus protagonistas, a importância, na configuração dos atuais cultos umbandizados, desta tradição, que fez de Alhandra referência maior do culto para os juremeiros nordestinos. Palavras-chave: religiosidade popular, tradição, Umbanda, Jurema.
Introdução
O interesse pelo fenômeno da Jurema aparece muito tardiamente entre os estudiosos da religiosidade popular no Brasil. Mesmo sua presença nos candomblés de caboclo, registrada por Arthur Ramos (1988), Manuel Querino (1988) e Edison Carneiro (1991), passa quase despercebida ou ignorada por esses autores. O fato é que desde Nina Rodrigues as atenções estavam voltadas para as religiões afro-brasileiras consideradas mais ‘autênticas’, mais ‘puras’, sobretudo as de tradição jeje-nagô, o que levou Bastide a afirmar, com relação aos congressos sobre o negro, realizados na década de 1930 em Salvador e Recife, que neles o interesse pelo afro-brasileiro era sempre mais pelo ‘afro’ que pelo ‘brasileiro’.
À sombra da Jurema
Nos últimos anos, porém, a Jurema tem sido objeto de um debate significativo no âmbito das Ciências Sociais. Este expressivo interesse pelo tema, no entanto, surge após quase meio século dos trabalhos pioneiros de Mário de Andrade (1983) e Gonçalves Fernandes (1938). Nessa redescoberta do tema em nossos dias, um dos enfoques dados a este fenômeno nos parece bastante significante: o culto da Jurema no âmbito da Umbanda. Esta, desde o seu surgimento na primeira metade do século XX, tem se repartido em uma multiplicidade de versões, que refletem a própria diversidade do povo brasileiro. O presente trabalho discute o encontro entre esses dois universos no município de Alhandra, PB, buscando compreender suas implicações na configuração dos atuais cultos umbandizados. Em nossa reflexão, procuramos mostrar que a singularidade da Umbanda praticada na região reside, sobretudo, na importância para os seus adeptos de um legado mítico e simbólico, advindo da tradição local dos mestres juremeiros.
Na tentativa de uma apresentação preliminar do que chamamos de culto da Jurema, podemos defini-lo como um complexo semiótico, fundamentado no culto aos mestres, caboclos e reis, cuja origem remonta aos povos indígenas nordestinos.
As imagens e símbolos presentes neste complexo remetem a um lugar sagrado, descrito pelos juremeiros como um ‘Reino Encantado’, os ‘Encantos’ ou as ‘cidades da Jurema’. Um legado indígena
Ainda conhecemos muito pouco sobre a religiosidade dos índios nordestinos e menos ainda da religiosidade dos índios do período colonial.
Contudo, não é necessário muito esforço para perceber que neles se encontram as gêneses do culto da Jurema. De fato, a presença de elementos ameríndios no cerimonial, a importância da Jurema como mento de identidade étnica dos atuais povos indígenas do Nordeste, entre outros, não deixam dúvidas quanto a essa procedência. Podemos mencionar, ainda, a existência de documentos que registram a ligação desses povos com a Jurema no período colonial. Um dos mais antigos, já bastante citado na literatura sobre o tema, foi descoberto por Câmara Cascudo, nos Arquivos da Sé em Natal. Nele é mencionado o falecimento na prisão, em 1758, de um índio da aldeia Mepibu, no Rio Grande do Norte, preso por ter feito “adjunto de jurema” (Cascudo 1978: 28).Em 1788, o padre José Monteiro de Noronha faz, em seu Roteiro da Viagem da Cidade do Pará até as Últimas Colônias do Sertão da Província, o seguinte relato sobre os índios Amanajó: “Nas suas festividades maiores uzão os que são mais hábeis para a guerra da bebida que fazem da raiz de certo páo chamado – Jurema – cuja virtude é nimiamente narcótica” (apud Lima 1946: 60). De um modo geral, a literatura deixada pelos escritores coloniais, bem como os documentos alusivos a esse período, ainda que de inquestionável valor, são bastante superficiais quanto à religiosidade desses povos. O fato é que desde o primeiro século da colonização foi difundida pelos missionários a idéia de que os índios brasileiros não tinham religião, vivendo em completa anomia. Costumava-se dizer, por exemplo, que a língua dos “gentios” carecia das letras F, L e R e, deste modo, não possuíam fé, lei ou rei. Como escreveu frei Vicente de Salvador:
“Nenhuma fé têm, nem adoram a algum deus; nenhuma lei guardam ou preceitos, nem têm rei que lha dê e a quem obedeçam”
(Salvador 1975: 78).
Assim, ao contrário dos colonizadores hispânicos, cuja tradição demonológica fez predominar a idéia do índio como um ser herege, os portugueses viam os habitantes do Novo Mundo como criaturas não idólatras, que não acreditavam em Deus, mas também não acreditavam no diabo. Como dirá Viveiros de Castro:
“antes de serem efêmeras e imprecisas estátuas de murta, os tupinambás foram vistos como homens de À sombra da Jurema 103 cera, prontos a receber uma forma”
(apud Vainfas 1999:29).
Contudo, ainda no Brasil quinhentista surgem as primeiras manifestações de uma religiosidade nascida do encontro entre missionários e índios, inserindo o catolicismo na mitologia indígena.
A chamada Santidade (Vainfas 1999) iria pôr em cheque a idéia de irreligiosidade indígena e, sobretudo, contradizer a apregoada “docilidade” dos tupis.2 Para Souza, o surgimento de uma religiosidade popular ainda no Brasil quinhentista, como foi o caso da Santidade, estaria ligado ao fato da própria cristandade brasileira se distanciar da cristandade romana.
Assim, o tipo de relação implementada entre Roma e o Clero no Brasil teriam dado espaço para o surgimento de uma cristandade especificamente colonial, muitas vezes subordinada ao poder temporal ou econômico. Segundo a autora, “Mestiços de branco, índio e negro, estaríamos como que ‘condenados’ ao sincretismo pelo fato de não sermos uma cristandade romana” (Souza 2002:88).
O que é fundamental em nossa reflexão, e para a discussão sobre o culto da Jurema, é o fato da Santidade mostrar, ainda no primeiro século da colonização, que os índios estavam longe de absorver de forma passiva as idéias e crenças do cristianismo europeu. Ao contrário das narrativas da história oficial, durante a colonização os invasores tiveram que enfrentar forte resistência desses povos. A Jurema e a Santidade, portanto, seriam exemplos desta resistência ao colonialismo português.2 As santidades, e especialmente a Santidade de Jaguaripe, foram registradas através das confissões e denúncias de baianos e pernambucanos diante do tribunal da inquisição em 1591 e 1592, e de dezenas de processos manuscritos depositados na torre do Tombo em Lisboa.
A Vila de Alhandra e o Clã do Acais
De acordo com Machado (1977), a aldeia “Iguaraig”, a que se refere Jaboatam, seria a mesma “Aratagui”. Assim, a primeira referência à aldeia que deu origem à Alhandra teria sido feita ainda no final do século XVI. Esta teria sido construída pelos frades menores para proteger a nova fazenda do Capitão Duarte Gomes (Jaboatam 1980). Os índios lá assentados vinham de um aldeamento jesuíta e eram provavelmente tabajaras, uma vez que neste período o litoral sul, sob controle dos portugueses, era habitado por índios aliados. Pouco tempo após sua fundação, com a finalidade de mantê-los mais distantes dos moradores, a “aldeota” e sua igreja seriam transferidas meia légua acima.
Em 1610, a aldeia aparece no Catálogo da Companhia de Jesus, com o nome de Assunção, estando sob a administração dos jesuítas de Olinda. Em 1746, ela é administrada pelos padres oratorianos, sendo então registrada como aldeia de Nossa Senhora da Assunção de Arataguí, pertencendo à freguesia de Taquara.
Doze anos mais tarde, na ocasião da elevação da aldeia à categoria de vila, recebe o nome de Alhandra.3
Quase um século após ter se tornado vila, a antiga aldeia Aratagui continuava sendo habitada basicamente por índios. Como demonstra a carta do Vigário de Alhandra, Braz de Melo Moniz, de 14 de setembro de 1826,4 o qual cumpria ordem do imperador para que fossem fornecidas informações que ajudassem na elaboração do “plano geral da civilização dos índios”.
Para tanto, o imperador precisava de dados sobre a 3 O nome foi dado pelo Juiz de Fora da Comarca de Pernambuco, Miguel Carlos
Caldeira de Pina Castelo Branco, em homenagem à Vila de Alhandra portuguesa.4 Carta de 1826, encontrada no Arquivo Público da Paraíba, do Vigário de Alhandra ao Presidente da Província da Paraíba, Alexandre Francisco de Seixas Machado.
À sombra da Jurema
índole, costumes e inclinações destes, e sobre os motivos pelos quais os esforços para “civilizá-los”, com “avultadas despesas da Fazenda Pública”, não teriam dado resultados5. Apesar da resistência, os aldeamentos na freguesia de Alhandra foram considerados extintos em 1862. Trinta anos depois, contrariando os dados oficiais que proclamavam o desaparecimento dos índios, Joffily registrou a predominância do que chamou de “typo indígena puro”, que na Paraíba ainda existia na Bahia da Traição e em Alhandra (Joffily 1892).
Sobre o último regente destes índios, Inácio Gonçalves de Barros, Vandezande encontrou importantes documentos, escritos na segunda metade do século XIX, assinados por Antônio Gonçalves da Justa Araújo, engenheiro nomeado pelo imperador para proceder à medição das terras indígenas na Paraíba. Os manuscritos consistem em pareceres contrários ao pedido de Inácio Gonçalves de reintegração ao cargo de regente dos índios da extinta aldeia de Alhandra, bem como a restituição das terras que constituíam o patrimônio desses índios. Um dos documentos afirma, ainda, que foi demarcada para Inácio Gonçalves de Barros, 62:500 braças quadradas de terras em um lugar denominado Estivas.
Este, como veremos mais adiante, tornou-se um dos lugares sagrados para os juremeiros da região.
A tradição da Jurema em Alhandra está diretamente ligada às famílias remanescente da antiga aldeia Aratagui, especialmente a Inácio Gonçalves e seus descendentes. Dentre estes, destaca-se sua filha, Maria Eugênia Gonçalves Guimarães, conhecida por Maria do Acais, mestra falecida na década de 1930, cujo prestígio ultrapassou as fronteiras do Estado. Fernandes, que esteve em Alhandra um ano após seu falecimento, fez o seguinte relato: 5 Carta de 1826, do Presidente da Província da Paraíba, Alexandre Francisco de Seixas Machado, ao Vigário de Alhandra, encontrada no Arquivo Público da
Paraíba.
Maria do Acais, recentemente falecida no chalet à beira da estrada João Pessoa-Recife, confronte a sua capela cheia de santos bonitos, no seu sítio imenso, gozou dum prestígio considerável que impunha sua reputação de grande catimbozeira. (...) era uma feiticeira notável, enriquecida, de modos de grande senhora. A sua técnica mágica, todavia, não era diferente dessa de todo dia das outras mesas. Mas as suas sessões eram muito fechadas, e o que fazia para todo mundo eram trabalhos encomendados e que realizava sem assistência, no recesso do seu pequeno templo, defronte ao chalet.
(Fernandes 1938: 85-86)
A referida juremeira era irmã do mestre Casteliano Gonçalves e sobrinha da mestra Maria Gonçalves de Barros, também conhecida por Maria do Acais (a primeira), de quem herdou, por volta de 1910, a propriedade denominada Acais.6 Esta, hoje pertencente a uma de suas netas, localiza-se ao oeste de Alhandra, as margens da antiga estrada João Pessoa/Recife.
Possui uma casa principal, algumas casas de moradores e, na parte mais alta da fazenda, a capela de São João Batista. Por trás da capela, encontra-se uma escultura de um tronco de jurema, feita em concreto na década de 1950, sobre o túmulo do mestre Flósculo, filho de Maria do Acais.
TUMULO DE MESTRE FLÓSCULO, FILHO DE MARIA DO ACAIO A SEGUNDA.
COMO PODE VER NA FOTOS EVANGELICOS DERRUBOU A ARVORE CENTENARIA.
Descendo um pouco à direita, por trás da casa principal, vê-se uma das “cidades” mais antigas de Alhandra, formada por três pés de jurema preta.
O lugar é freqüentemente visitado por fiéis vindos de outras cidades e até de outros Estados, que lá rezam, acendem velas e 6 A primeira referência ao Acais é feita acidentalmente, em 1934, por Arthur Ramos, em “O Negro Brasileiro”. Nele, o autor cita um texto publicado no Jornal de Alagoas, em que é relatada uma caravana de Maceió com destino ao Acais.
A matéria explora, sobretudo, o fato de ter a mestra repreendendo um dos visitantes que descansava sob um pé de jurema, a quem chamava mestre Esperidião, alegando que tal ato desrespeitoso seria a causa do insucesso do trabalho de cura por ela realizado. deixam oferendas. O culto praticado pela tradicional família do Acais era o Catimbó.
Embora o termo apresente um caráter bastante genérico, iremos utilizálo para designar o tipo de culto da Jurema que predominou em Alhandra até meados da década de 1970. Suas sessões, no entanto, não se diferenciavam, em parte, das atuais sessões de mesa ainda praticadas nos terreiros umbandizados: ambas consistem em sessões de consulta, de caráter mais individual, nas quais o cliente recorre ao mestre (médium) em busca de cura para seus males físicos, mentais, espirituais ou, ainda, para resolver problemas do cotidiano os mais variados possíveis.
Contudo, o Catimbó não pode ser descrito apenas como uma sessão de mesa, voltada exclusivamente para as aflições e urgências do dia-a-dia, como a cura de enfermidades, problemas amorosos, intrigas na comunidade, etc. Embora o caráter terapêutico seja, de fato, central no culto, deve-se considerar em sua análise a existência de um complexo sistema de crenças, do qual conhecemos ainda muito pouco, fundamentado no ‘Reino dos Encantados’ e nas ‘cidades da Jurema’.7 A semelhança deste culto na Paraíba com aqueles descritos por Andrade (1983) e Cascudo (1978), sobretudo no Rio Grande do Norte, nos permite afirmar que o Catimbó se expandiu por uma área relativamente extensa.8 Este fato é do mesmo modo exemplificado pela presença destes elementos nas sessões de Jurema realizadas no âmbito da Umbanda, em várias cidades do sertão nordestino, como registrou Assunção (1999).7 Estas seriam sete: Jurema, Vajucá, Junça, Angico, Aroeira, Manacá e Catucá.8
Ambos descreveram a utilização dos mesmos objetos litúrgicos, como a ‘princesa’, o ‘príncipe’, a ‘marca mestra’ e o fumo. Há, do mesmo modo, referência a um Reino Encantado da Jurema, além da utilização de uma mesma terminologia e da presença de entidades comuns, a exemplo do mestre Carlos, de Manoel Cadete, Rei Eron, entre outros.
As Cidades da Jurema: entre o passado e o presente A planta considerada sagrada em Alhandra é a Mimosa tenuiflora (Willd.), jurema-preta, que pertence à família das mimosaceae.
De suas raízes ou cascas é produzida a bebida consumida durante as sessões.
No Catimbó, os pés de jurema utilizados na fabricação dessa bebida eram ‘calçados’ e consagrados a um mestre ‘encantado’, constituindo, assim, as chamadas ‘cidades da Jurema’.
Estes espaços sagrados, apesar da reinterpretação que perpassa todo o culto, continuam a ocupar uma posição central no universo mitológico dos atuais juremeiros da Umbanda.
René Vandezande foi o primeiro a se ocupar deste fenômeno.
Em nossa pesquisa, procuramos saber qual a atual situação destes santuários por ele registrado e o que hoje significam para os atuais mestres da Umbanda.
Durante sua pesquisa em Alhandra, Vandezande registrou dez cidades, sendo nove em Alhandra e uma na praia de Tambaba, pertencente ao município vizinho do Conde. Destas, duas já tinham desaparecido, a de Tambaba e a do mestre Manuel Cadete.
Esta última, hoje mais conhecida como cidade do mestre Cesário, ressurgiu anos após sua pesquisa.
Das oito que existiam, seis encontravam-se abandonadas e em vias de desaparecimento.
Em Estivas, cujo acesso, sobretudo no inverno, é bastante difícil, existia a cidade do mestre Major do Dia.
A propriedade, também herdada por Maria do Acais, foi vendida por sua nora, mestra Damiana.9
Tempos depois, Estivas seria palco de um conflito de terra, que resultaria no assassinato de um dos seus moradores, o mestre Adauto.
Em nossa 9 Mestra Damiana era filha de Manoel Ferreira, conhecido como mestre Manoel Caboré, e da mestra Maria Casimira Gonçalves, sobrinha de Maria do Acais. Nomes de prestígio no Catimbó de Alhandra. última visita à propriedade, encontramos a casa do sítio demolida e o que restou dela invadida pelo mato.
No lugar onde havia o renomado pé de jurema existe agora uma lavoura.
Vandezande, que conheceu este santuário, escreveu:
A cidade mais antiga de jurema, cujo pé de jurema teria sido plantada pelo “mestre Inácio”, regente dos índios, é o arbusto velho e enorme que se encontra na atual propriedade “Estivas”, cujas fotografias estão saindo nos jornais e televisão... lá perto há uma pequena casa escondida entre as árvores onde o ritual do Catimbó é praticado todos os sábados. (Vandezande 1975:129)
A cidade do Acais é formada por três pés de jurema.
O maior deles é também dedicado ao mestre Major do Dias. O arbusto foi plantado junto às raízes, ainda hoje preservadas, de uma jurema muito antiga, que, segundo Dorinha, atual proprietária, já existia quando sua avó, Maria do Acais, em 1910, foi morar na fazenda.
No Acais, pedaços de tronco e velhas raízes de antigos pés que compunham as cidades são mantidos há décadas exatamente no mesmo lugar. Assim, ao lado dos antigos pés de jurema, novos são plantados, garantindo, deste modo, a continuidade destes santuários.
No lugar chamado Tapuiú encontra-se a cidade do mestre Cesário.
O local, cercado por uma lavoura, forma um grande círculo, tendo em seu interior, além da ‘ciência’ do mestre, várias plantas e árvores.
O santuário fica dentro da propriedade do Sr. Silva, que, embora não freqüente nenhum terreiro ou centro, permite as visitas e toques que são realizados no local.
No centro de Alhandra existe a cidade da mestra Jardecilha, juremeira mais conhecida por Zefa de Tiíno. Trata-se de uma cidade relativamente nova, que, ao contrário das demais, surge no contexto da Umbanda, em meados da década de 1970.
Dona Zefa ficou conhecida em Alhandra pelas sessões que realizava ao ar livre, denominadas por ela de toré, e por ter sido representante em Alhandra da Federação dos Cultos Africanos do Estado da Paraíba.10 As demais cidades mencionadas pelo autor, do mestre Tandá,
no sítio Serrão, do mestre Zezinho, no Acais de Cima, e o da mestra Izabel, no Camaçari e no Tamaupé das Flores, não existem mais.
A jurema para ser considerada sagrada deve passar por um ritual que a diferencie das demais árvores. Mestre Inácio da Popoca, com oitenta e dois anos de idade, que acompanhou vários destes rituais em Alhandra, nos diz:
“[...] a cidade da Jurema só tem valor quando é calçada, incimentada. Aí da pra ela continuar [...] A cidade calçada tem toda unidade...Se ela é simples, não vale nada, é um pé de árvore qualquer”. Existem diferentes formas de ‘calçamento’ ou ‘incimentamento’ da jurema. Todas, no entanto, têm no fumo, o ‘calço’, seu elemento central. É, ainda, mestre Inácio da Popoca quem nos descreve como eram calçadas as cidades: “Você pega uma raiz daquela, serra ela, pega um taco de fumo assim, você não corta, se cortar o fumo não presta, então vai botando tudo até quebrar. Quando quebra, você bate aqui, acende um cigarro, aí a fumaça vem acompanhando, acompanhando, quando chegar à distância de abrir dois galhos, aí aquela fumaça faz uma tochinha assim, aí quebra uma pra aqui, outra pra aqui, aí você marca, serra ela aqui pra tirar, pra fazer mestre, e aqui pega um taco de fumo e bate assim, calça ela todinha”.
A centralidade que as cidades ocupam no sistema de crença da10 Além da autoridade que possuía como representante do referido órgão, dona Zefa exerceu forte influência espiritual sobre os mestres.
À sombra da Jurema
Umbanda local é um dos aspectos singulares desta religião em Alhandra.
A cidade de Tambaba, já desaparecida na época da pesquisa de Vandezande, é a que mais se destaca neste contexto, sobretudo pelas suas implicações na concepção do post-mortem, para a maioria dos umbandistas locais.
Durante a nossa pesquisa, ouvimos diversas referências a esta cidade como sendo o lugar para onde vão os espíritos dos juremeiros mortos. Dona Judite, por exemplo, que ‘gira’ na casa do mestre Edu,afirma:
“Quando ele morre [um juremeiro], que é ‘cientista’ mesmo, vai pra Praia de Tambaba. A gente sente quando ele morre. Vão porque têm que ir. Ele tem que passar por lá logo. Ele vai pra lá, depois ele vai procurar outros cantos”.
Muitos afirmam ouvir o “estrondo” que o mar faz quando morre um mestre. Como afirma Dona Ivete, filha-de-santo do mestre Ciriaco:
“Quando morreu seu Zé Quati o mar deu um estrondo que todo mundo ouviu... Quando morre um catimbozeiro o mar dá um estrondo”.
História semelhante ouvimos do mestre Sebastião, juremeiro de setenta e três anos de idade:
”Aqui não, mas na fazenda Abiaí, de lá, o pessoal oice, oice o estrondo. É tanto que até os crente mesmo, cumpade Vicente. As vezes, quando eu trabalhava lá, eu dizia: ‘cumpade, morreu algum catimbozeiro pro lado de Alhandra?’ Quando tinha morrido (ele dizia), ‘morreu, que Tambaba esta noite deu uns estrondo que estremeceu o terreno de minha casa’. Quando um juremeiro morre a cidade de Tambaba dispara [...]“
Não há juremeiro em Alhandra que desconheça o fenômeno.
Sua interpretação, contudo, é bastante variada. Mestre Edu, o mais novo dos pais-de-santo de Alhandra, dono do Templo Religioso Orixá São João Batista, nos diz:
“Quando morre um juremeiro, aí a pedra de Tambaba explode, dá um estrondo. Eu já ouvi dizer por muito xangozeiro velho que fala isso, sabe?”.
Já mestre Deca, pai-de-santo do Centro Espírita Ogum Beira Mar, procura interpretar o fenômeno partindo de uma concepção mais teológica:
“Olha, primeiro o que acontece é que a alma vai até a cidade, da cidade vai até Tambaba, da Tambaba passa uns sete anos, com sete anos receberá uma luz, uma limpeza, pra poder trabalhar nas matérias. Aqui, o ritmo da gente é esse. É botar a alma daquele mestre até a Tambaba, que é nas cidades, né? Pra receber limpeza, doutrina, pra poder voltar trabalhar nas matérias”.
As cidades da Jurema são lugares sagrados e, como tais, constituem uma ruptura na homogeneidade do espaço, demarcando, assim, uma geografia sagrada. Como dirá Eliade:
“[...] todas as árvores sagradas deveriam encontrar-se no Centro do Mundo e todas as árvores rituais ou troncos que são consagrados antes ou durante uma cerimônia religiosa qualquer são projetadas magicamente no Centro do Mundo” (Eliade 2002:40-41).
As cidades são um elo entre o mundo dos vivos e dos ‘encantados’, simbolizando, ao mesmo tempo, morte e renascimento de um mestre falecido. O mestre planta e consagra a jurema a um mestre ‘invisível’, com o qual trabalha. Só após o seu falecimento, no entanto, a cidade passará a ter força. É, portanto, necessário morrer para dar vida à cidade. Como escreveu Bachelard, é facilmente encontrada no folclore e na mitologia uma síntese da árvore da vida e da morte, pois a árvore da morte, o Todtenbaum,
“simboliza o ser humano na vida e na morte”
(Bachelard 1990:240).
A Umbanda
A Umbanda, como nos diz Ortiz, é conseqüência de um movimento duplo e dinâmico: da abertura de alguns centros espíritas kardecistas para os cultos afro-brasileiros e da influência, sobre estes, das idéias do espiritismo e dos valores do mundo branco.
Este processo será por ele denominado de embranquecimento e empretecimento (Ortiz 1991).
Sua expansão por todo o país estaria associada aos fenômenos de urbanização e industrialização, que marcam o declínio de um modelo econômico fundamentado na agricultura e a consolidação das cidades como o novo centro político e de produção.
Os primeiros passos para transformar esse movimento em uma religião foram dados no Rio de Janeiro.
Assim, em 1939, é fundada a primeira federação de Umbanda, e dois anos depois é realizado o 1º Congresso Umbandista.
Essas ações buscavam, por meio da disciplina e padronização dos ritos, organizar a religião, exercendo um controle sobre sua prática através de canais oficiais.
A partir da década de 1950, irão surgir federações de Umbanda em vários Estados do país.
Estas irão desempenhar um papel fundamental na expansão desta religião em âmbito nacional (Negrão 1996). Uma das questões iniciais que levantamos sobre a expansão da Umbanda em Alhandra foi se, como pretende Ortiz (1991) em relação ao movimento umbandístico no Brasil, sua expansão estaria ligada a uma possível urbanização e industrialização da região e, se de fato estivesse, quais seriam essas mudanças.
Constatamos, no entanto, que nas últimas décadas não ocorreram grandes avanços em termos de urbanização, vivendo, inclusive, a maioria da sua população na zona rural.
Do mesmo modo, não ocorreram grandes mudanças na economia, que continua fundamentada nas pequenas e médias lavouras.
Em todo o município apenas cerca de três proprietários são considerados grandes produtores, possuindo entre setenta e oitenta hectares de terras produtivas.11
Acreditamos que o fenômeno da expansão da Umbanda em Alhandra é bastante complexo, estando ligado a diferentes fatores.
Um deles seria a aprovação, em 1966, durante o governo de João Agripino, tido como um “marco modernizador”, da Lei no 3.443 que garantia liberdade de culto em todo o Estado. Essa mesma Lei, no entanto, criava a Federação dos Cultos Africanos do Estado da Paraíba, a qual os terreiros teriam que estar filiados. Como se lê em seu artigo 4, a Federação teria, “entre outras atribuições”, o papel de “disciplinar o exercício desses cultos no Estado e exercer a representação legal das atividades de suas filiadas”.
A filiação, que consistia no pagamento de anuidade e de uma taxa de licenciamento, torna-se condição sine qua non para o funcionamento das casas de culto.
Como ocorreu em vários Estados do país, as federações de Umbanda irão desempenhar um papel fundamental na expansão desta religião em Alhandra.
Uma religião ‘traçada’ Os terreiros de Alhandra estão localizados em ruas pobres, não pavimentadas, sendo a maioria da sua clientela formada por pequenos agricultores.
Das seis ‘casas’ de culto existentes na cidade, visitamos com mais freqüência três: o Centro Espírita do Mestre Zé Pilintra, do pai João, também conhecido como mestre Ciriaco, o Templo Religioso Orixá São João Batista, do mestre Edu, e o Centro Espírita Ogum Beira- 11 Houve, inclusive, época em que o município era mais próspero, sobretudo no início do século passado, pela existência do antigo “Porto das Bestas”, localizado no Rio Abiaí, de onde eram embarcadas cargas com destino ao Porto de Goiana, em Pernambuco. Mar, do mestre Deca.
A Umbanda de Alhandra é marcada por dois universos integrados e, ao mesmo tempo, distintos: de um lado, orixás, exus e pomba-giras, cultuados nos toques para os santos ou orixás, de outro, mestres, caboclos e reis, cultuados nos toques para Jurema e nas sessões de mesa.
Os toques são sessões públicas que acontecem de quinze em quinze dias, sendo um dia para os orixás e outro para Jurema.
Estas sessões se incluem na categoria das “realizações culturais”, mencionadas por Geertz, as quais, no conjunto dos rituais que constituem uma determinada religião, se apresentam como rituais mais elaborados e mais públicos, modelando espiritualmente um determinado grupo e envolvendo um maior número de disposições, motivações e concepções metafísicas (Geertz 1989).
Há nos toques uma necessidade de transpassarem o limite entre o lícito e o não lícito, o que acontece, sobretudo, através da dança, do consumo de bebida alcoólica, do fumo, enfim, em meio à efervescência da festa e do som intenso dos ‘ilus’ (membranofones). Seriam o que denominou Michel Maffesoli de “centralidade subterrânea”:
“um verdadeiro conservatório do saber viver popular, que só se mostra em algumas situações paroxísticas” (Maffesoli 1985:47). O Que é A Jurema Sagrada - Catimbó
Mimosa Hostilis da família da Acácia, é nativa do nordeste Brasileiro e recebe o nome popular de "Jurema". As Acácias sempre foram consideradas plantas sagradas por diferentes povos e culturas de todo o mundo: Os Egípcios e Hebreus veneravam a "Acacia nilotica“ (Sant Shittim); Os Hindus, a "Acacia suma" (Sami); Os Árabes, a "Acacia arabica" (Al-uzzah); Os povos indígenas do oeste da América do sul veneravam a "Acacia cebil“ (vilca);
E os índios Brasileiros principalmente do Norte e Nordeste cultuam a “Jurema Preta" (Mimosa hostilis),
Jurema Angico (Acacia cebil) da América do Sul ,Jurema do Egito (Acacia nilotica )
"Acácia suma"(Sami), da Índia
“Jurema Preta" (Mimosa Hostilis), Brasil / Norte e Nordeste
Sempre associamos Xamanismo aos povos indígenas das poucas regiões do planeta nas quais ainda existem.
Isso sem dúvida é correto, mas, na verdade, o que se passou a denominar como Xamanismo é a capacidade natural humana de entrar em contato com outras realidades, outros reinos de consciência como, por exemplo, a consciência das plantas, dos animais e das forças da natureza.
Xamanismo é o conjunto mais antigo de praticas e técnicas para se entrar em contato com o mundo espiritual
e tem sua origem no Período Paleolítico. Sua principal característica é a semelhança existente na essência das
práticas de povos muito distantes entre si, muitas vezes separados por continentes e oceanos como, por exemplo,
os Esquimós e nossos irmãos indígenas aqui do Brasil.
No processo de “Evangelização" imposto aos indígenas Brasileiros pelos Jesuítas, a figura do Messias Civilizador Yurupari
não foi transformada em decalque do "Cristo", mas sim aproximada ao "Diabo" dos Católicos, embora os Jesuítas tenham
adotado pessoalmente a sua erva sagrada "Petun" (Tabaco), o qual era usado para provocar transe mediúnico nos
Xamãs indígenas (Pajés), transformando o uso dessa "erva sagrada" em um vício profano que, ao longo do tempo,
tornou-se uma praga social universal.
A RAIZ RELIGIOSA AMERÍNDIA Nascimento da Jurema Sagrada -Catimbó
Os índios, com os primeiros aportes isolados da religiosidade e dos negros Bantus, quase sempre escravos fugitivos que encontraram guarida e proteção na Pajelança e no culto dos Encantados, que esboçaram o Culto da Jurema Sagrada, no qual, agora, as cerimônias perdiam o sentido de função social da coletividade para transformarem-se em cultos individuais de satisfação de necessidades pessoais quer de Índios, Negros ou Mestiços, ainda que de natureza espiritual, curativa ou de ligação com os antepassados de todas as etnias.
Os escravos fugitivos se escondiam na Mata, muitas vezes em aldeias indígenas
Rei Malunguinho, origem Banto, que quer dizer amigo ou companheiro dos líderes Quilombolas Malunguinhos, cujo último líder destes Quilombos foi morto em combate nas Matas do Catucá (Quilombo que se estendia desde as matas de Beberibe, na divisa Recife com Olinda até Goiana), em setembro de 1835. Os negros Bantos e Congoleses aceitaram esta nova concepção religiosa, sobretudo, em termos de "culto aos mortos“. As variações, miscigenados Indígenas – cristãos - africanos, tais como o "Toré", o "Tambor de Minas", o "Babassuê" e o "Batuque".
Os colonos Brancos assimilaram as soluções indígenas que, na prática, provavam ser eficientes nesta nova terra: trocaram o trigo pela mandioca, o leito pela rede, o vinho pelo cauim; aprenderam a fumar e começaram a gostar dos frutos e das filhas desta terra, iniciando a primeira miscigenação racial deste país, gerando filhos mestiços que foram muito apreciados como elos das alianças com as tribos indígenas, alianças estas que os colonos precisavam estabelecer para sobreviver aos ataques das tribos de nações indígenas inimigas. E os Branco com Negro surgiu assim o Mulato (Vem de Mula) não carrega o nome do Pai Branco. Da fusão destes novos cultos de Caboclos e Encantados com os primeiros aportes isolados da religiosidade dos negros Bantos, foi que se esboçou o segundo sincretismo religioso brasileiro – o Culto do Catimbó Jurema.
O Catimbó Jurema é uma União de Raças Jurema Sagrada como tradição "mágica" religiosa ainda é um assunto pouco estudado. É uma tradição nordestina que, em suas múltiplas formas atuais, revela influências as mais variadas, e que vão desde a feitiçaria Européia até a Pajelança indígena, passando pelas religiões Africanas, pelo Catolicismo popular, e até mesmo pelo Esoterismo moderno e pelo cristianismo esotérico, além de, em certos casos, estabelecer a diferença principal entre as práticas de umbanda e do catimbó,
A Jurema já era cultuada na antiguidade por pelo menos dois grandes grupos indígenas, o dos Tupis
e o dos Cariris também chamados de Tapuias. Os Tupis se dividiam em Tabajaras e Potiguares,
que eram inimigos entre si. Na época da fundação da Paraíba, os Tabajaras formavam um grupo de
aproximadamente cinco mil índios. Eles ocupavam o litoral e fundaram as aldeias “Alhandra e a de Taquara”.
Tudo teria começado com a índia Maria Gonçalves de Barros, conhecida por Maria índia, que teria recebido do Imperador Dom Pedro II as terras do Açaís, em Alhandra PB, onde teria assentado moradia.
Maria Índia teria dado inicio a primeira casa de Catimbó oficial no Brasil, usando da Jurema Sagrada para curar os mais variados males.
Como Maria Índia não teve filhos, a sua sobrinha, Maria Eugênia Gonçalves Guimarães, recebeu a herança da tia, e logo ficaria famosa como sendo a “Madrinha Mestra” Maria do Açaís, passando a manifestar com a Tia Maria Índia e o Mestre Zé Pelintra que e o Mestre considerado Padrinho da Jurema o Rei do Catimbó, Lembrando que ele não é um Exu e sim mestre na Jurema.
No Catimbó, não tem Exu e não se cultua o Orixá.
• A Jurema Sagrada era denominada originalmente
de CAATIMBÓ (Fumaça do Cachimbo).
• Hoje em dia, não se usa, pois, o termo foi deturpado, e é generalizado como Feitiçaria e Bruxaria de Malefício, que se originam dos mestiços da Caatinga “Catingueiros” São Sagrados para Os Juremeiros ou Catimbozeiros:
• O chão, Os Rios, Os Lagos, As Fontes de Águas, As Matas, Os Animais, As Chuvas, O Vento, O Mar, O Ar que respira, Os Alimentos que ingere, Os Antepassados e as pessoas Vivas
Os Mestres e Mestras São espíritos dos antepassados, pessoas que quando vivas cultuavam a Jurema e que depois de passar, trabalham nas sessões de jurema, Os Mestres e as Mestras vêem em diversas linhas ou chamadas, as principais são:
•Os Encantados São espíritos elementares ou sendo espíritos ligados à natureza que no momento da morte se encantaram em animais e plantas. Os Caboclos também são em geral Encantados.
•Os Príncipes São parecidos com os encantados, com a diferença de que estão ligados à natureza em si, mas não se encantaram em plantas nem animais e tém que ser virgens. Caboclos são os índios. Espíritos Mestiços são os Mestres e geralmente são todos oriundos do norte e nordeste do Brasil.
• Os Reis e Rainhas espíritos milenares que por sua antiguidade podem atuar nos fenômenos naturais em beneficio da humanidade, como Rei Salomão e Rei Malunguinho.
Obs.: Os mestres e as mestras são de dois tipos: os que trabalham na direita ou sendo os que executam trabalhos de construir, e os que trabalham na esquerda que são os responsáveis por destruir certas situações, não necessariamente o mal.
•Os Boiadeiros Espíritos sertanejos ligados ao interior do nordeste, havendo algumas exceções quanto a espíritos que vem de 4 outras regiões do pais, são ligados a vaquejar gado. dai tem os Tangerinos e Vaqueiro abaixo nesse saite tenho
falado deles.
•Os Pajés espíritos de antigos indígenas das terras Brasileiras, que são responsáveis pela cura através das ervas e encantar os seus principais guerreiros e cacique no tronco da jurema após a sua morte (Caboclo Mestre).
•Os pretos velhos antigos rezadores do Brasil de descendência africana.
Um Discípulo de Jurema passa por vários graus de desenvolvimento para se tornar um Padrinho Mestre, que é o grau máximo que um juremeiro pode chegar, Os graus são os seguintes:
1º) Discípulo Apontado. 2º) Discípulo Batizado.
3º) Discípulos Juremado 4º) Discípulo Consagrado ( A MESA DA JUREMA O CERTO SERIA NO PE DA JUREMA PRETA) 5º) Padrinho. 6º) Padrinho Mestre. 7º) Mestre. **** Existem os cargos para aqueles que não manifesta. Cargos: Guardiões(ãs) da Jurema,
Na Mata, em sua entrada, dá-se presentes ao Mestre Reis Malunguinho. E na Jurema Preta, às princesas, para a mutilação seu Tronco, para o encantamento dos Caboclos e Mestres.
JUREMEIRO NETO EM RIO GRANDE DO NORTE MUTILANDO UM TRONCO DA JUREMA PRETA
PARA ENCANTAMENTO DE SUAS CORRENTES •Da árvore jurema se retira sementes para encimentação de novos discípulos. •O tronco para levantar no mundo material a representação do mestre do invisível. •Da raiz e casca se prepara uma bebida de força chamada, dependendo do lugar, de CAUIM, JUREMA, MESTRE e CIÊNCIA...
A abertura da mesa é uma liturgia simples, mas significativa e bonita.
Lidamos com uma pratica ritual pouco elaborada de forma que algumas poucas coisas podem ser destacadas como de beleza própria.
 Padrinho Mestre Jeová Brasil Natal -RN essa e minha mesa.
Antigamente, os mestiços ficavam abaixados no meio dos Matos escondidos da policia.
Se fossem flagrados, eram todos mortos ali mesmo, e não podiam ser enterrados nos cemitérios da cidades.
Enterravaos no meio da caatinga, debaixo de um Pé de Jurema Preta.
Anterior ao Século XX, os Índios (Xamanistas), Afro–descendentes e mestiços, com o início do Afromeríndico, eram analfabetos e perseguidos pela igreja e governantes como feiticeiros e bruxos. Esse fato impossibilitou o não relato escrito de sua religião. Por esse motivo, os conhecimentos da Jurema Sagrada - Catimbó vieram através dos espíritos dos Caboclos Mestres, e Mestres(as), mediante falas/verbalizações, o que chamamos de Ciência dada pelos Mestres. 
DESPACHANDO A MATA OBRIGAÇÃO FINAL
Período Paleolítico Xamanismo

A chamada Antiga Idade da Pedra ou Idade da Pedra Lascada marca o primeiro e mais longo período da História,
pois abrange os tempos desde o aparecimento do homem até aproximadamente 12 a 10 mil anos atrás.
Sua denominação provém do uso da pedra lascada como instrumento de trabalho predominante nesse período.
Estes instrumentos, embora rudimentares, representavam naquele momento histórico um avanço tecnológico,
pois o homem, através do seu trabalho, utilizando sua capacidade racional, fabricava suas primeiras ferramentas.
O Paleolítico é marcado também pelo fenômeno da glaciação (ação exercida sobre a superfície da Terra pelas geleiras).
O predomínio do clima frio fez com que o homem vivesse em cavernas e conquistasse o controle sobre o fogo,
fator decisivo para sua sobrevivência. O domínio do fogo possibilitou ao homem do Paleolítico uma melhoria significativa
em sua qualidade de vida, na medida em que lhe permitiu afugentar animais selvagens, assar sua carne e aquecer-se do frio rigoroso.
O homem torna-se um "criador" e começa a se distinguir dos outros animais através do uso da razão e da ação sobre a natureza.
Nesse momento, o homem ainda vivia em bandos, sua vida era nômade, baseada em uma economia coletora que consistia na caça, na pesca e na coleta.
O homem aproveita os recursos que a natureza lhe oferece para garantir seu sustento através da cooperação, da ação em conjunto e, principalmente, do aprendizado social. Nenhum homem nasce sabendo caçar, proteger-se do frio e dos outros animais, ou ainda, construir abrigos, ferramentas e utensílios. Somente através da observação e da aprendizagem o homem foi capaz de elaborar seus conhecimentos e fazer a sua própria história.

Portanto, a união e o trabalho coletivo tornavam-se necessários para a sobrevivência do grupo. Desta forma, podemos observar, na organização das comunidades primitivas, a divisão sexual das tarefas: as mulheres dedicavam-se à coleta e à educação das crianças, enquanto os homens saíam à caça.
No período Paleolítico, as mulheres e as crianças encontravam-se em pé de igualdade com os homens, não havendo qualquer distinção, de forma que as tarefas eram divididas apenas com a finalidade de garantir a organização do trabalho comunitário.
Sua religião, portanto, foi caracterizada pela ausência de deuses. Possuía um caráter animista
(acreditavam em forças da natureza), já que a crença em um deus significaria a existência de um ser superior,
contrariando a idéia de igualdade social.
O Paleolitico fez uma descoberta muito importante: o fogo. É nesse periodo que surgem os primeiros Sambaquis(encontrados principalmente nas regiões litorâneas da America do Sul),devido ao fato do homem ser nômade,e se alojar num determinado local até que se esgotassem os alimentos; amontoavam conchas, fogueiras,restos de animais.
Eram também nesses locais que enterravam seus mortos junto a seus pertences
(colares,vestes,ferramentas e cerâmicas). Xamanismo

O xamanismo é um tipo de religião de povos asiáticos e árticos. Embora a palavra xamã tenha origem na tribo siberiana dos Tugus,
não existe origem histórica ou geográfica para o xamanismo, prática religiosa, de cura e filosófica encontrada no mundo todo.
O xamanismo trabalha com profundo respeito às forças da natureza, com rituais vividos por qualquer tipo de pessoa, envolvendo cristais, fogo, água, metal, madeira. É um conceito de vida que busca no autoconhecimento a chave para o equilíbrio do ser.
O sacerdote do xamanismo é o xamã, que entra em transe durante rituais xamânicos, manifestando poderes aparentemente sobrenaturais, e invocando espíritos da natureza. A comunicação com estes aspectos sutis da natureza se processa através de estados alterados de consciência.
Estados esses alcançados através de batidas de tambor, danças e até ervas enteógenas.
O xamã pode ser homem ou mulher, e sempre há na história pessoal desse indivíduo um desafio, como uma doença física ou mental, que se configura como um chamado, uma vocação. Depois disto há uma longa preparação, um aprendizado sobre plantas medicinais e outros métodos de cura, e sobre técnicas para atingir o estado alterado de consciência e formas de se proteger contra o descontrole.
O xamã é tido como um profundo conhecedor da natureza humana, tanto na parte física quanto psíquica
Xamanismo entre os Vikings (Seidr)
O seiðr, em muitos casos, foi descrito como uma feitiçaria realizada para “ferver” certos objetos imputados de poderes mágicos,
sendo basicamente utilizado como um rito adivinhatório ou para assassinato, ou ainda como prescreve Boyer, relacionado a três ações básicas:
prever o futuro, aprisionar, causar doenças/desgraças ou matar.
A tradução do termo varia segundo os pesquisadores, mas geralmente é interpretada como sendo canto.
Tratava-se de um ritual mágico de tipo divinatório e profético, com conotações xamanistas e uma arte mágica criada pela deusa Freyja.
Era um tipo de magia extática com transe, êxtase do celebrante e cantos da assembléia, geralmente realizada durante a noite e praticada sobre uma plataforma chamada de assento para encantamento (seiðhjallr).
A sua realização era conectada com sons mágicos ou encantamentos, e a melodia era considerada bonita para os ouvidos.
Também compreendia fórmulas mágicas para chamar tempestades e todos os tipos de injúrias, metamorfoses e predições de eventos futuros.
Criada pela deusa Freyja, era praticada especialmente por mulheres chamadas seiðkonur (sing. Seiðkona).
Para Neil Price seria antes de tudo uma forma de extensão do espírito e de suas faculdades, enquanto que para Zoe Borovsky a performance do seiðr simbolizaria o modelo vertical de universo (cosmológico) da árvore Yggdrasill.
Como para o xamã, a praticante de seiðr devia descer ao mundo dos mortos para relatar os ensinamentos que buscam os vivos e para efetuar certos malefícios. A magia nórdica era tanto praticada por homens quanto por mulheres, com uma nítida especialização feminina. As Sagas estão repletas de práticas mágicas, mas maiores detalhes sobre o ritual do seiðr são desconhecidos.,[1]

[editar] Xamanismo nas Américas
O xamanismo é constante em todas as etnias indígenas brasileiras, sendo o xamã conhecido como pajé na língua tupi.
Xamanismo ou Pajelança Tupi – Comunicação com os encantados através de cânticos, danças e utilização de instumentos musicais (maracá, zunidores) para captura e afastamento de espíritos malignos tipo mamaés, anhangás, utilização do jejum, restrições dietéticas, reclusão do doente, além de uma série de práticas terapêuticas que incluem: o uso do tabaco (o pajé fuma grandes cachimbos), aplicação de calor e defumação, massagens, fricções, extração da doença por sucção/ vômito, escarificação no tórax e locais inflamados com bico, dentes de animais ou fragmentos de cristais – houve época que essa última técnica associou-se à medicina dos cirurgiões barbeiros e aplicadores da sanguessugas (Hirudus medicinalis ou bicha como era conhecida no Brasil antigo) e as terapias por aplicação de ventosas atualmente uma prática em extinção.
Entre os índios Guarani Kaiová a comunicação do xamã com as divindades e os ancestrais acontece através do canto e dança.
Em algumas tribos da América do Sul além de rituais com música, e dança há utilização de plantas psicoativas.
Generalizações sobre as práticas etnomédicas ameríndias ou de qualquer outra região do planeta são perigosas porque existe certa especificidade em cada sistema de crenças mítico-religioso e/ou prática cultural destinada à recuperação da saúde.
Por outro lado a comparação nos permite ampliar o conhecimento sobre uso de plantas, uso de técnicas de êxtase ou mesmo sobre esse conjunto de práticas, ditas primitivas, que nos permitem conhecer e controlar estados de consciência, controlar emoções, modificar sentimentos e curar doenças, organizado sob a forma de um conhecimento empírico, aparentemente não lógico.
Segundo o antropológo Levi-Strauss o "pensamento selvagem" diferencia-se do conhecimento científico por ser analógico, basear-se na introspecção (intuição) em lugar da observação e lógica de contradições.
Nos sistemas etnomédicos dos amerídios encontramaos o uso de plantas psicoativas como a Jurema (Mimosa nigra; M. hostilis), a Ayahuasca ou Hoasca (Banisteria caapi & Psichotria viridis), o Paricá (Piptadenia peregrina, P. macrocarpa), o Tabaco (Nicotina tabacum).
A utilização de produtos animais como as secreções do anuro Phyllomedusa bicolor, utilizado popularmente no norte do país como "vacina do sapo" além de técnicas de sangria, exposição ao fogo (calor), defumações, restrições de alimentação e de práticas sexuais.
Se incluirmos a América do Norte e Central, da definição de ameríndio, encontraremos mais plantas psicoativas como a Datura (D. stramonium) e cactos (Lophophora Williamsii); além de fungos ou cogumelos (Psilocibe e Stropharia) e técnicas semelhantes à sauna (câmaras de suar – suadouros). Alguns antropólogos chamam atenção para especificidade das medicinas das antigas civilizações Inca e Asteca especialmente a primeira que inclui práticas cirúrgicas como trepanações do crânio com finalidade neurocirúrgica não completamente esclarecida (descompressão de tumores, hematomas, hemorragias?).

A medicina inca sofisticada farmacopéia inclui enteógenos misturados com pelo menos uma dezena de plantas curativas ou plantas mestras (plantas professoras). As etnias Callawaya e Aymarás conservaram e desenvolveram grande parte de sua farmacopéia. Houve em algumas regiões associação com práticas européias de hidroterapia e medicina natural como no Chile, Manuel Lezaeta Acharán (1881-1959) – bastante conhecido no Brasil pela nova geração de médicos naturalistas.

No Brasil apesar da tradição multi-étnica dos ameríndios observa-se que muitas das práticas do xamanismo ou pajelança se "fundiram" com rituais católicos e espiritualistas de origem africana conhecidos em algumas regiões como pajelança cabocla,
culto aos encantados, toré, catimbó, candomblé de caboclo, culto a Jurema.

Rosário Apressado da Virgem Conceição
A oração deve ser rezada com um rosário, observando-se o seguinte:
Nas contas das Ave Maria, ao invés de rezá-la, dizer:
"Valei-me Virgem da Conceição!"
Nas contas dos Pai Nosso, ao invés de rezar essa oração, rezar o seguinte:
"Minha Virgem Imaculada da Conceição, tu não disseste que se te chamassem cento e cinqüenta vezes no dia e cento e cinqüenta vezes na noite, tu valias, sinto chegado o momento de me dares, minha Santa, a graça de merecer tua atenção, concedendo-me (pedir)."
Quando chegar na última conta do rosário, repetir o pedido, acrescentando:
"Valei-me, Virgem Imaculada Conceição!
Em nome de meu Senhor Jesus Cristo, da Jurema Sagrada, Dos Encantados da Natureza dos Reis e Rainhas Príncipe e Princesa, Caboclo e Mestre que tanto levou o seu nome para os seus diciclos, está entregue esse rosário apressado, com esses quinze mistérios ao Divino Espírito Santo e à Virgem Imaculada Conceição .
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!"
Juremeiro Neto....62.8400.9350 Nota Importante / A informações sobre o Mestre Zé Ferreiro,
Foi do Senhor Geraldo Guedes passado para o seu Afilhado Juremeiro e Babalorisa Marcelo Galvão.
O TANGERINO
O que quer dizer a palavra tangerino?
- É facílimo de você entender. Tangerino é o mesmo tangedor de boi. - Ah! É o vaqueiro, não é?
Não. O vaqueiro anda montado e encourado. É o vigia do gado. O encarregado de trazê-lo e levá-lo para o campo.
O boi e o seu tangedor se confundem e se contrastam, a um só tempo. Ambos a pé: o boi com a sua teimosia, o Tangerino com a sua paciência.
Essa Regra não se aplica ao Mestre Zé Ferreiro, que alem de Tangerino, ele era Ferreiro.
José Ferreiro que ele conhece se chama José Carneiro Ferreira de Oliveira e compõe um dos grandes grupos de famílias de Jurema oriunda da Paraíba.
A família Oliveira adotou vários agregados e muitos deles eram cangaceiros como no caso de José Ferreira.
O último nome dele é Oliveira porque foi adotado pela família.
Não era um Cangaceiro, era especializado em forjar ferro inclusive para fazer as ferraduras dos cavalos e por isso tinha muito prestígio entre os cangaceiros.
Gostava de correr em vaquejadas e era um exímio montador. Também sabia a arte de costurar o couro para vários utensílios.
Por muitos anos ficou escondido em terras da família Oliveira depois que seu bando Muçurana que era seu inimigo.(Muçurana, Cangaceiro temido pq sabia preparar venenos com cobras.)
Seu Zé Ferreiro se casou na Paraíba com uma jovem chamada Elisa que era uma fugitiva de um bando de Ciganos. Com estas aprendeu muitas feitiçarias
Sua bebida não é a jurema e sim uma cachaça feita com várias raízes e cascas. Seu rosário é feito de balas de projéteis e sementes de Nossa Senhora. Na sua afirmação vai uma estrela de Salomão benta que ele usa como talismã.
João Tangerino era um cangaceiro que atrapalhava a melícia nas investidas contra o bando.
Seu João Tangerino é dono do chifre que protege os discípulos desse Mestres.
Dona Elisa carrega um baralho Cigano e era quem previnia o marido das emboscadas.
Seu zé Ferreiro não recebi ordens de bando algum. Era um grande negociante junto aos cangaceiros.
Tangerino não é uma família é uma atividade. São chamados de Tangerinos as pessoas que tinham como trabalho tanger gado. Devido a seca as vezes eles levavam o gado por muitos dias pelos sertões. No período do Cangaço esses homens eram muito importante pq serviam como olheiros e garantiam o sustento de vários bandos
Antigamente, quando ainda não existiam o trem e o caminhão, as boiadas, para toda e qualquer distância, e eram transportadas pelo pé, guiadas e seguidas pelos tangerinos.
O tangerino, como já lhe disse, andava a pé. A sua indumentária era uma das mais simples do mundo: calça e camisa de brim grosso de cor parda, para esconder o sujo; chapéu de massa, comumente, velho, em cujos furos da copa, abertos por ele, eram conduzidos os rolinhos de palha de milho, cortadas, já no ponto de enrolar o fumo picado para o cigarro; de alpercatas de couro cru, de lepo-lepo, com uma correia enrabichada por trás do calcanhar e outra por cima do pé, amarrada em lenço, para dar maior segurança; de bisaco de lado e matuta às costas, embrulhada num cobertor de lã, pardo-escuro, dentro da qual, além da rede e da muda de reserva, conduzia, amarrados num saco, a farinha, a rapadura e o pedaço de carne seca de bode.
E mais ainda, o rosário no pescoço, o quicé de faca no cóis da calça e a vara de pau-ferro empunhada na mão, com a qual arrebatava os bois teimosos. E só pelo fato de ele tanger as boiadas, aliás uma coisa comum.
- Estanha que dê tanta importância a uma figura humana modesta, como a do Tangerino, porque ainda não lhe foi revelado o conteúdo de serviços relevantes que ele prestou à nossa civilização interiorana.
Desbravando os nossos sertões, quando tudo ainda era mata, habitado pelos índios e pelas feras. É necessário que se diga que, como elemento civilizador, aqui nas caatingas do Nordeste, o boi andou na frente do homem.
Foi o primeiro elemento civilizador dos nossos rincões. Não há um só palmo de chão do cariri e do sertão que não guarde, carimbados no tempo e na distância, os rastros do boi e do seu tangedor.
Patos mesmo, a terceira da Paraíba, é uma delas. Em conseqüência do que o povo de lá tem uma vocação pastoril tão acentuada. Festa de gado ali é festa do povo.. De todos. Que sacode, anima e agita tudo: campo e cidade, homens e mulheres, velhos e moços. Haja visto que as melhores exposições de animais e as mais animadas vaquejadas do Estado são as que se realizam em Patos, todos os anos. São afamadas
Depois que o gado saía do pasto, poucos tangerinos, dois ou três, conduziam uma centena e mais de bois estrada afora. Seguiam calma e pachorrentamente, o chamado do guia, que, de quando em quando, soltava um aboio repassado de saudades e ressumante de queixumes e de tristezas.
( caatinga), as grandes extensões de terra no qual eram criados soltos, as abundantes pastagens, a própria facilidade para adquiri a terra, a dispensa de gastos com o transporte do gado, por se auto transportar , para a montagem de uma fazenda também não era necessário muitos recursos, as construções eram na maioria das vezes feita de taipa e coberta de palha, a mão de obra também era barata, o vaqueiro para lidar com o gado não era pago com dinheiro e sim com o sistema de “quartiação “ ou seja de quatro bezerros que nascia ,um pertencia ao vaqueiro , que de sorte logo também montava sua fazenda e assim crescia o numero de fazendas e os grandes latifundiários no Nordeste, surgindo também duas figuras importes uma o vaqueiro ,que vestindo roupas de couro e montados em cavalos, pastoravam o gado . O vaqueiro símbolo mais fiel do nordeste, merecedor de respeito e admiração por sua força, coragem e apesar de não ter estudos, tinha profundo conhecimento da terra e adquiria técnicas para a criação do gado. Outra figura era o coronel com grande poder político e de dominação sobre as pessoas nos arredores das grandes fazendas.
Com o passar do tempo e com crescimento da produção bovina o excedente do consumo de carne pela população, era grande, a solução seria comercializar o gado vivo para outros mercados, o que lentamente foi mudando a economia e promovendo o povoamento a comunicação nas áreas de transição do boi e conseqüentemente surgindo lugarejos no qual deu origem bem mais tarde a importantes cidades .
A boiada a ser comercializada era levada pelos tangerinos, seguindo veredas e caminhos sertanejos, beirando o rio Jaguaribe( Ceará) até o longo do rio São Francisco( Bahia), conhecido como “ a estrada das boiadas” interligando a região central do Quixeramobim, Boa Viagem,Sobral(CE) com o Piauí,e os caminhos para Camucim e Acaraú,os povoados de Fortaleza e Aquiraz, e pelo grande sertão da Paraíba e Pernambuco.
Visando satisfazer as próprias necessidades e a do gado, os tangerinos marcavam pontos estratégicos para os encontros de negócios ou descansos, nas proximidades dos rios, nos cruzamentos de caminhos, arvores ou pedras, que lhes dessem os apoios necessários, e assim com o passar do tempo transformavam em racho, povoados e hoje cidades, como é o caso de Morada Nova, Jaguaribe, Iço, Quixeramobim, Pedra Branca, Juazeiro e outras.
As pegas de gado, que deram origem as vaquejadas.
As fazendas eram grandes latifúndios, terras que se perdiam de vista e não avia cercas que definisse os limites de terras. O gado ao chegar na fazenda era marcado,castrado e solto na caatinga.
Depois de alguns meses os coronéis reunia os peões ( vaqueiros ) , para juntar o gado marcado. Sendo assim os bravos vaqueiros , montados em seus cavalos , vestidos com roupas de couro para se defender dos espinhos, galhos de arvores e de possíveis acidentes, embreavam na mata fechada em busca dos bois, que por não terem muito contato com o homem eles eram bravos.
.Os vaqueiros perseguiam o gado até capturá-los, laçavam e traziam os bois aos pés do coronel. Nesta lutas que muitas vezes o boi saia vencedor, que muitos não conseguiam pega-lo ou encontra-lo, mas também, alguns vaqueiros se destacavam, nas capturas dos bois. Daí a idéia de competição que surgem nas fazendas, na época das pegas de gado, com os próprios vaqueiros do coronel, que lhes prometiam como forma de incentivo uma remuneração para o melhor vaqueiro. Nos dias de apartação, quando os vaqueiros pegavam o gado para separar por idade ou sexo, eram realizados a disputas entre os vaqueiros. Surgindo o temo conhecido hoje como Festa de Apartação.
Depois de algum tempo os coronéis e fazendeiros percebendo que as pegas de bois podiam ser um divertimento para sua família, Os coronéis organizam em sua própria fazenda a festa de apartação, faziam apostas, e quem ganhava era o dono do vaqueiro, que alguma vez lhe dava um agrado. Com o passar do tempo a festa ficou conhecida e outros pequenos fazendeiros se interessaram e promoveram uma festa diferente , onde os vaqueiros tinham que pagar uma quantia para participar da disputa e o dinheiro era usado na organização do evento e para a premiação do vencedor. Foram criadas algumas regras de pontuação, esse tipo de vaquejada foi popularmente chamada de “Bolão “ com ainda hoje quando é realizada uma pequena vaquejada, onde o premio vem do dinheiro das inscrições, são camadas de Bolão de Vaquejada.
As Vaquejadas.
Segundo o historiador Câmara Cascudo, por volta de 1810, ainda não existia a vaquejada, mas já se tinha conhecimento de uma atividade parecida. Era a derrubada de vara de ferrão, praticada em Portugal e na Espanha, onde o peão utilizava uma vara para pegar o boi. Mas, derrubar o boi pelo rabo, a vaquejada propriamente dita é puramente do Nordeste brasileiro. Na região do Seridó, onde tudo começou, era impossível o uso da vara, pois capo era muito acidentado e a mata muito fechada. Por essa razão pesquisas indicam que o vaqueiro do Seridó o primeiro vaqueiro a derrubar o boi pelo rabo.
O Rio Grande do Norte foi o estado que deu o primeiro passo para a pratica da vaquejada. Os currais de apartação de bois, que deram origem a cidade de Currais Novo-RN, foram feitos em 1760. Eram também entre 1760 e 1790 que acontecia em Currais Novos, a apartação e feira de gado, e das apartações que surgiram as vaquejadas. Sendo construído um parque de apartação em São Bento no município de Currais Novos no ano de 1830.
Somente em 1874 apareceram registros de informação sobre a vaquejada no Ceará. José de Alencar escreveu a respeito da “puxada de rabo de boi” que acontecia na região. Mas Foi em meados da década de 40, que a corrida de mourão começa a tornar um esporte popular na região do Nordeste, na medida em que os vaqueiros do sul da Bahia e ao norte do Ceará, Começaram a tornar publico suas habilidades e de seus cavalos, na lida com o gado. Com o passar do tempo às montarias que eram basicamente de cavalos nativos, iam sendo substituídos por cavalos de melhor linhagem, tornado-se profissionais do ramo tanto o vaqueiro como o cavalo. O chão de terra batida e cascalho deram lugar a superfícies de areia, com limites definidos e regulamento. Para animar ainda mais a festa com o passar do tempo foram chegando os repentistas e eram convidados os conjuntos de músicos para tocar o autentico forro do sertão.
Em nossas pesquisas constatamos que existem polemicas onde aconteceu a primeira vaquejada se em Itapebussu-Maranguape-Ceará ou em Surubim no Pernambuco. Ambos disputam o titulo porque oficialmente foi registrada em 2007 em 2007 a vaquejada de número 62 de Itapebussu e a de número 61 de Surubim, mas costa também que a vaquejada de Surubim só começou a ser contada a partir da terceira. Surubim recebe o título de Capital da Vaquejada, onde a principal vaquejada acontece no mês de setembro promovendo um grande turismo na região. E Itapebussu é palco das vaquejadas internacional, pois lá disputam vaqueiros que vem de outros paises. Também realizada no mês de setembro com grandes atrações musicais e a presença de turistas de todo pais.
Porem constata também por outros meios que, Morada Nova intitulada de A Terra dos Vaqueiros, realizou em 2007 a 64ª Festa do Vaqueiro no qual também afirmar ser os pioneiros e que o vaqueiro teria nascido no Vale Jaguaribano, que na derradeira década do século XVIII teria registro de pegas de boi na antiga vila de Morada Nova no qual seria a” velha mora dos vaqueiros”. Seu povo tenta manter a tradição sertaneja, lá as vaquejadas acontecem no mês de junho com os vaqueiros encourados, é realizada a missa do vaqueiro com benção do chapéu e também a participação de mulheres que também entram na competição. Em Morada Nova a tradição passa de pai para filho, e todos gostam da festa que atraem muitas pessoas. A associação dos Vaqueiros e Criadores de Morada Nova foram criada em Junho de 1943 é eles quem promove a festa na cidade.
Como forma de resgata das raízes da vaquejada, Nova Assis em Itapipoca-Ce realizou em setembro de 2007 a XIII vaquejada Pé de Mourão. A vaquejada acontece no estilo mais antigo, a pontuação estar registrada em cada mourão que faz a pista de corrida e o vaqueiro terá o ponto de acordo com o local da derrubada do boi.
Resumo Histórico da evolução da Vaquejada
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De 1880 á 1910 – As pegas de boi no mato, apresentações nos sítios e fazendas. Não existia o termo vaquejada. O Brasil vivia um tempo de transição da Monarquia para Republica. As Músicas de Chiquinha Gonzaga estouravam nas paradas de sucesso.
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De 1920 á 1950 - Surgem as brincadeiras com argolas, e corrida de pé de mourão. Nesse período o temido Lampião participava das festas nas fazendas dos amigos Na época destacava-se na música, Noel Rosa, Ari Barroso, surgiu Luiz Gonzaga cantando as saudades do Nordeste no Brasil Republicano, surge também Getulio Vargas
Historia do Surgimento dos Cangaceiros
quais os Tipos de Bandos
No século XVII, ocorreu o deslocamento do centro da economia para o sul.
O sertão nordestino já castigado pelo flagelo das secas prolongadas, vê agravar-se as desigualdades sociais. Neste panorama visualiza-se a figura do coronel, detentor de todo o poder e lei da região que considerava-se senhorio. A existência de constantes conflitos devido à posses e limites geográficos entre as fazendas, além das rivalidades políticas, fizeram com que estes senhores feudais, procurassem cercar-se do maior número de jagunços (vassalos dos coronéis) e cabras, necessários para defender seus interesses.
Deste modo, se criaram verdadeiros exércitos particulares e verdadeiras guerras foram travadas entre famílias. Este quadro, como vemos, foi propício para o aparecimento do banditismos.
No final do Império e em seguida a grande seca de 1877-1879, a miséria e a violência eram crescente, o que viabilizou, em face da luta pela própria sobrevivência, o surgimento dos primeiros bandos armados independentes do controle dos grandes fazendeiros. Nesta época, destacavam-se os bandos de Inocêncio Vermelho e de João Calangro.
O fenômeno do Cangaço ocorreu no Polígono das Secas, região do semi-árido nordestino conhecida como caatinga, uma área com cerca de 700.000 km de extensão.
Quase todos os rios da caatinga secam completamente na época da estiagem, levando o sertanejo ao desespero por não conseguir plantar sequer o suficiente para o consumo de sua própria família. É obrigado a cavar cacimbas no leito dos rios para obter água. Em certos lugares, usam a raiz do umbuzeiro, que concentra uma grande quantidade de líquido
Nos sertões de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe não existe só aridez. Além do Rio São Francisco - o velho Chico, como é conhecido - que não seca, existem cachoeiras, como a de Triunfo-PE, com queda d´água de 60 metros.
Na Serra do Araripe, divisa do Ceará com Pernambuco, há uma mata densa na região de Barbalha (CE), com árvores de até 40m de altura; uma floresta tropical. Em Garanhuns o clima é ameno. No município de Floresta há a Reserva Florestal de Serra Negra, formada por mata densa.
Já no Raso da Catarina e na região de Canudos, na Bahia, a terra está completamente exposta e a aridez é total.
É nesse cenário de contrastes que viveram os protagonistas da história do Cangaço, que teve em Lampião seu mais importante personagem.
Na sua forma mais conhecida, o Cangaço surgiu no Século XIX, e terminou em 1940. Segundo alguns relatos e documentos, houve duas formas de Cangaço:
A mais antiga refere-se a grupos de homens armados que eram sustentados por seus chefes, na sua maioria donos de terras ou políticos, como um grupo de defesa. Não eram bandos errantes, pois moravam nas propriedades onde trabalhavam subordinados aos chefes.
A outra refere-se a grupos de homens armados, liderados por um chefe. Mantinham-se errantes, em bandos, sem endereço fixo, vivendo de assaltos, saques, e não se ligando permanentemente a nenhum chefe político ou de família. Estes bandos independentes viviam em luta constante com a polícia, até serem presos e mortos.
Protagonistas
Cangaceiro - Normalmente agrupados em bandos procuravam manter boas relações com chefes políticos e fazendeiros. Nestas relações eram freqüentes a troca de favores e proteção em busca da sobrevivência do grupo.
Coronel chefe político local; dono de grandes extensões de terra; autoridade político- econômica; tinha poder de vida e morte sobre a sociedade local; suas relações com os cangaceiros eram circunstanciais; seu apoio dependia do interesse do momento.
Coiteiro além dos coronéis, compunha o cenário do cangaço o coiteiro, indivíduo que fornecia proteção aos cangaceiros. Arrumava alimentos, fornecia abrigo e informações. O nome coiteiro vem de coito, que significa abrigo. Quanto menor o poder político e financeiro do coiteiro, mais ele era perseguido pelas forças policiais, pois era uma valiosa fonte que poderia revelar o paradeiro de grupos de cangaceiros. Existiram coiteiros influentes: religiosos, políticos e até interventores.
Volantes forças policiais oficiais, embora houvesse também civis que eram contratados pelo governo para perseguir os cangaceiros
Cachimbos - perseguiam cangaceiros por vingança e não tinham vínculo com o governo.
Almocreves - transportavam bagagens, bens materiais.
Tangerinos - tocavam boiada à pé.
Vaqueiro condutor de gado, usava roupa toda feita de couro para proteger-se da vegetação típica da caatinga (espinhos, galhos secos e pontudos).
Lampião, Herói Ou Bandido?
Lampião
Virgolino nasceu no dia 07 de Julho de 1897, no Sítio Passagem das Pedras, na Serra Vermelha, atual Serra Talhada. Seus pais eram José Ferreira e Maria Sulena da Purificação.
O bando do mais temido dos cangaceiros, entrava cantando nas cidades e vilarejos. Com chapelões em forma de meia lua ricamente ornamentados com moedas de ouro e prata e roupas de couro, os bandidos chegavam a pé e pediam dinheiro, comida e apoio. Se a população negasse, a cantiga cedia lugar à marcha fúnebre: crianças eram seqüestradas, mulheres violentadas e homens, rasgados a punhal. Mas, caso os pedidos fossem atendidos, Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, organizava um baile e distribuía esmolas.
Na manhã seguinte, antes que os soldados da volante viessem, o bando partia em fila indiana, todos pisando na mesma pegada. O último ia de costas, apagando o rastro com uma folhagem.
Foi assim por quase três décadas. Vagando por sete Estados, Virgolino semeava terror e morte no sertão. O fracasso das operações preparadas para capturá-lo e as recompensas oferecidas a quem o matasse só aumentaram a sua fama. Admirado pela sua valentia, o facínora acabou convertido em herói. Em 1931, o jornal New York Times chegou a apresentá-lo como um ROBIN HOOD DA CAATINGA, que roubava dos ricos para dar aos pobres. O próprio Lampião, era tão vaidoso, a ponto de só usar perfume francês e de distribuir cartões de visita com sua foto. Gostava também, de entrar nos povoados atirando moedas.
Fisicamente, Lampião era um homem de 1,70 m de altura, amulatado, corpulento e cego de um olho. Adorava adornar seus dedos com anéis e usava no pescoço lenços de cores berrantes, preso por valioso anel de doutor em Direito.
Era, porém, um bandido sanguinário. Durante suas andanças, arrancou olhos, cortou línguas, e decepou orelhas. Castrou um homem dizendo que ele precisava engordar. Moças que usassem cabelos ou vestidos curtos ele punia marcando o rosto a ferro quente. Em Bonito de Santa Fé, em 1923, deu início ao estupro coletivo da mulher do delegado. Vinte e cinco homens participaram da violação.
A sua sanha assassina foi despertada em 1915. Virgolino contava com 18 anos quando um coronel inimigo encomendou a morte de seus pais.
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"Vou matar até morrer" - prometeu ele, cheio de ódio e desejo de vingança.
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Alistou-se em um bando de cangaceiros e foi logo promovido a líder. Envolveu-se em cerca de 200 combates com as "volantes", que resultaram em um milhar de mortes. As "volantes" eram constituídas de "cabras" ou "capangas" que eram familiarizados com o sertão. Elas acabaram tornando-se mais temidas pela população do que os próprios cangaceiros, pois além de se utilizarem da violência, possuíam o respaldo do governo.
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O célebre apelido, recebeu depois de iluminar a noite com tiros de espingarda para que um companheiro achasse um cigarro.
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Bando de Lampião
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Em Juazeiro 1926, Lampião recebe do Governo a patente de Capitão honorário das forças legais, além de doação de armamento e munição para combater a Coluna Prestes. Vaidosamente, ostentou esta falsa patente até a sua morte.
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Em 1938 ele faz uma incursão ao agreste alagoano e esconde-se a seguir, em sua fortaleza, na Gruta de Angico, no município de Porto da Folha, em Sergipe.
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Em 28 de julho de 1938 um dos coiteiros de Lampião, torturado pela polícia de Alagoas, acabou por entregar o esconderijo do bando.
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A polícia foi informada de seu esconderijo e organizou uma volante comandada pelo Tenente João Bezerra da Silva, juntamente com o Sargento Ancieto Rodrigues, portanto metralhadoras portáteis, para caçá-lo.
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As 4 horas da madrugada de 28 de julho de 1938, efetuaram a emboscada, que não durou mais de vinte minutos. Aproximadamente 40 cangaceiros conseguiram fugir. Lampião e 10 outros pereceram.
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Após o ataque, um soldado aparece segurando pelos cabelos a cabeça cortada de Virgolino. Bezerra quis saber o motivo da macabra exibição.
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-"Se não levarmos a cabeça, o povo nunca vai acreditar que liquidamos Lampião", respondeu o soldado.
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Onze cangaceiros tiveram suas cabeças cortadas.
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Morre Lampião, mas eterniza-se seu mito. Sucumbiu com ele o cangaço.
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Cabeças dos membros do bando de Lampião
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Maria Bonita a musa do Cangaço.
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Maria Gomes de Oliveira, foi a primeira mulher a aparecer no cenário do cangaço. Nascida em 8 de março de 1911 (Data do dia Internacional da Mulher) em uma fazenda em Santa Brígida, na Bahia. Era filha de José Felipe de Oliveira e Maria Joaquina Déia. Tinha 11 irmãos.
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Ela casou-se aos 15 anos com um sapateiro, com quem vivia às turras. Durante uma das separações de seu marido, o que era constante, Maria Bonita conheceu Lampião e apaixonou-se. Lampião, nesta época, tinha quase 33 anos e Maria pouco mais de 20. Esta paixão desenfreada os uniu até a morte.
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Ela entrou para o bando ao final de 1930. Tiveram uma única filha, Expedita Ferreira, nascida em 1932, única sobrevivente das quatro gestações de Maria Bonita,que foi criada anonimamente por coiteiros.
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Em alguns momentos, a intervenção de Maria Bonita impediu vários atos de crueldade de Lampião.
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Maria Bonita era a Musa e a Rainha do Cangaço e ocupava-se entre outras coisas de costurar a indumentária dos cangaceiros. Depois dela, os outros cangaceiros também trouxeram suas companheiras para fazerem parte do bando. Dizem que elas participavam de todas as atividades, inclusive dos combates. Se destacaram: Dadá, esposa de Corisco, Lídia, mulher de Zé Baiano e outra Maria, mulher de Pancada.
Duas categorias de entidades espirituais tem seus assentamentos nas mesas de Jurema, os Caboclos e os Mestres.
Os Caboclos e Índios
I "Fui pra mata, fui caçar Atirei no que não vi Acertei passo sagrado, Era um Pitiguarí.
II
Mas, Tupã me perdoou Hoje eu não caço mais Me chamo Flecha Dourada, Protetor dos animais." (Jurema de mesa)
Os Caboclos são identificados como entidades indígenas que trabalham principalmente com a cura através do conhecimento das ervas. Durante a estada destas entidades nos terreiros, incorporadas nos médiuns, dão passes e realizam benzeduras com ervas e folhagens. São associados às correntes espirituais mais elevadas, as que trabalham para o bem, mas que também podem ser perigosas quando usados contra alguém. Por isso são muito temidos.
"… na antiguidade se tina muito medo dos caboclos por causa das flechadas.
A flechada de um índio é pior que o trabalho de um mestre… só algumas pessoas que sabem mexer e botar a mão ali dentro"
Nas Mesas o caboclo é simbolizado por príncipes, estátuas de índios e apetrechos confeccionados por ameríndios ou inspirados neles como cocares, flechas, preiacas, colares, etc. Os caboclos comem frutas, flores, mel, carne bovina ou peixe, que pode ser crua, cozida no vinho, ou assada na brasa.
Com a introdução de sacrifício de animais nas práticas juremistas, é comum oferecer-lhes pequenos animais como passarinhos, preás, coelhos e outro "bichos de caça".
São oferecidos ainda raízes como a mandioca, a batata doce e alimentos confeccionados a partir delas.
Alguns juremeiros oferecem vinho branco a estas entidades, outros apenas suco de frutas e refrigerantes como o guaraná. Normalmente os caboclos não fumam e no momento das reuniões e giras a eles destinadas não se deve fumar; contudo alguns caboclos se utilizam destes elementos.
No caso dos caboclos que utilizem do tabaco em seus trabalhos, nas oferendas estes devem se fazer presentes na forma em que o caboclo em questão mais se agradar (cachimbo ou cigarro de palha ou charuto).
Completam as oferendas as bugias ou inãs, as velas.
Na incorporação vê-se três estereótipos relacionados ao gênero e a faixa etária destas entidades: Os caboclos crianças, sejam de um sexo ou de outro, descem pedindo mel, balas e frutas.
São pouco ascéticos quando comem estes alimentos, depositando e misturando os ingredientes no próprio chão dos terreiros.
É costume, ainda, lambuzarem a si e aos com que compartilham de seu alimento. Muitas vezes querem comer pequenos insetos e répteis que encontrem nas casas de culto, sob a argumento de que nas matas comem destes animais.
São brincalhões e falam uma linguagem infantilizada do tipo tati-bi-tati. Os caboclos adultos do sexo masculino tem o semblante carrancudo.
Sua voz , normalmente faz-se ouvir claramente. Descem em geral estalando os dedos e emitindo um som sibilante.
Quando em reuniões, onde não haja o batuque dos tambores, dançam em círculo, dobrando um joelho e deixando a outra perna atrás. Nas festas a sua coreografia muda assumindo os passos dançados pelos "caboclinhos" dos folguedos populares do carnaval pernambucano.
As caboclas tem uma expressão facial de maior suavidade e, normalmente, falam uma linguagem onde se intercala no início das palavras a sílaba si.
Os Mestres
É morão que não bambeia É morão que não bambeia Os Mestres da Jurema É morão que não bambeia. (Gira de Jurema)
Uma outra categoria de entidades que recebem culto na Jurema é a dos Mestres. Ao que parece o termo mestre é de origem portuguesa, onde tinha o sentido tradicional de médico, ou segundo Câmara Cascudo de feiticeiro. De forma geral, os mestres são descritos como espíritos curadores de descendência escrava ou mestiça (índio com negro ou branco com uma das duas outras raças).
Dizem os juremeiros que os mestres foram pessoas que, quando em vida, trabalharam nas lavouras e possuíam conhecimento de ervas e plantas curativas. Por outro lado, algo trágico teria acontecido e eles teriam "se passado" (morrido), se encantando, podendo assim voltar para "acudir" os que ficaram "neste vale de lágrimas".
Alguns deles se iniciaram nos mistérios e "ciência" da Jurema antes de morrer, como o mestre Inácio ou Maria do Acais e toda a linhagem de catimbozeiros de Alhandra, que após um ritual denominado "lavagem" ganham um lugar nas cidades espirituais e passam a incorporar nos discípulos que formaram. Outros adquiriram esse conhecimento no momento da morte, pelo fato desta ter acontecido próximo a um espécime da árvore sagrada.
No panteão juremista, existem vários mestres e mestras, cada qual responsável por uma atividade relacionada aos diversos campos da existência humana (cura de determinadas doenças, trabalho, amor…).
Há ainda aqueles especialistas em fazer trabalhos contra os inimigos. Nas mesas, as representações das entidades relacionadas nesta categoria são as mais elaboradas, geralmente possuindo o estado completo e a "jurema plantada"; em especial a do "mestre da casa", aquele que incorpora no juremeiro, faz as consultas e iniciam os afilhados nos segredos do culto. Por tudo isso esse mestre é carinhosamente chamado de "meu padrinho".
Cada mestre está associado a uma cidade espiritual e a uma determinada planta de "ciência" (angico, vajucá, junça, quebra-pedra, palmeira, arruda, lírio, angélica, imburana de cheiro e a própria Jurema, entre outros vegetais), existindo ainda alguns relacionados a fauna nordestina (mamíferos - guará, preá; aves - gavião, periquito, arara, pitiguarí; insetos - abelhas, besouro mangangá; répteis).
Para os mestres relacionados a uma outra planta que não a Jurema, são estas plantas (quando arvores) que tem seus trocos plantados nas mesas dos discípulos.
I "No outro mundo, do lado de lá! No outro mundo, do lado de cá! Tem um pé de árvore, Angico real. Tem um pé de Jurema, tem um pé de Jucá, Tem um pé de árvore, Angico Real.
II Ai meu Deus, Mestre Angico sou eu. Ai meu Deus, Mestre Angico será. Os anjinhos tão no céu, a sereia no mar. Ai meu deus mestre Angico Reá. (Jurema de Mesa)
Por exemplo, a cidade de Mestre Angico deve ser plantada em um troco da árvore do mesmo nome; as cidades das mestras geralmente são plantadas em trocos de imburana de cheiro.
No caso dos mestres que tem relação com vegetais, são daquelas espécies que tiram a força e a "ciência" para trabalhar. Os que tem relação com animais, acredita-se que eles possam encantar-se em animais das espécies referidas, aparecendo em sonhos, visagens e, muitas vezes, assim metamorfoseados quando incorporados em seus discípulos. Nesta categoria, como entre os caboclos, há uma distinção do gênero das entidades. Distinção que irá determinar seus atributos e como devem ser cultuadas.
O símbolo dos mestres masculinos é o cachimbo ou "marca", cujo poder está na fumaça que tanto mata como cura, dependendo se a fumaçada é "as esquerdas" ou "as direitas". Essa relação com a "magia da fumaça" é expressa nos assentamentos dos mestres, onde sempre se encontra presente "rodias" de fumo de rolo, nos cachimbos e nas toadas:
I Setenta anos, Passei no pé da Jurema. Mas eu não tenho pena De quem me faça o mal.
II Se eu me zangar Eu toco fogo no rochedo Meu cachimbo é um segredo Agora vou me vingar. (Jurema de Mesa e Gira de Jurema)
Como oferendas, os mestres recebem a cachaça, que nunca deve faltar quando estão presentes nos cultos, o fumo, seja nos charutos ou os utilizados nos cachimbos, alimentos preparados com crustáceos e moluscos diversos. Com essas iguarias, agrada-se e fortifica-se os mestres.
A bebida feita com a entrecasca do caule ou raiz da Jurema e outras ervas de "ciência" (Junça, Angico, Jucá, entre outras) acrescidas à aguardente, é, entretanto, a maior fonte de força e "ciência", para estas entidades. Nos terreiros que sofreram maior influência dos cultos africanos, é comum o mestre receber sacrifícios de galos vermelhos, bodes e, muitas vezes, até de novilhos.
Quando em terra, incorporados, os mestres já chegam embriagados, tombando de lado a lado e falando embolado. São brincalhões, chamam palavrões, mas o que falam é respeitado por todos. Durante o transe os mestres apresentam-se com o corpo ligeiramente voltados para a frente.
Na dança as pernas tem os joelhos ligeiramente flexionados, o pé direito vai a frente e dá dois passos para o mesmo lado, o pé esquerdo é arrastado; é então a vez do pé esquerdo ir a frente no mesmo estilo de dança; variações vão sendo executadas tendo como base o ritmo dos Ilus e a letra das toadas.
Quanto as Mestras, reconhece-se seus assentamentos pela presença de leques, bijuterias, piteiras, cigarros e cigarrilhas. Como no caso dos mestres, existe uma infinidade destas entidades, com atributos e especialidades nas questões mundanas e espirituais. Algumas casas fazem uma distinção entre as mestras que trabalham "nas esquerdas" e "nas direitas".
Nesta última categoria, encontram-se mestras como a Gertrudes e a Lorinda, ambas parteiras na vida material e hoje ajudam as mulheres no dar a luz a mais um "ser vivente".
Algumas mestras morreram virgens, por isso ganharam o estatuto de princesas quando ingressaram nas moradas do além. Vale lembrar os nomes de algumas princesas como a Mestra Marianinha, a Princesa Catarina e a Princesa da Rosa Vermelha.
I "Sou Princesa da Rosa Vermelha Sou Princesa que venho ajudar Sou Princesa dos campos de Anadir O meu ponto venho afirmar
III Vinde, vinde, vinde minhas irmãs Vinde, vinde, vinde me ajudar Eu sou a Princesa Elisa O meu ponto venho afirmar (Jurema de Mesa)
Contudo, não é fácil encontrar, atualmente, a manifestação de tais mestras; encontramos bem mais as chamadas "mestras das esquerda", entidades que em vida material foram "mulheres de vida fácil"; mulheres das ruas e dos cabarés nordestinos.
I Homem pequeno na minha cama não dormia, Servia de cafetão, nas horas que eu queria.
II Mulher sozinha é mulher de opinião, É mulher de muitos homens más só um no coração.
III Eu vou dá uma, vou da duas, vou dá três, Se você me arretar, eu dou quatro, cinco, seis. (Gira de Jurema)
Lembremos das Mestras Paulina e Juvina, inimigas desde as "bandas de Maceió"; Mestra Ritinha que se passou com quinze anos na Rua da Guia, antigamente uma das mais populares zonas de baixo meretrício recifense e que hoje abriga bares freqüentados pela alta sociedade da cidade;
Mestra Severina que residia no bairro do Pina e passeava no bonde do Loré quando este percorria as velhas ruas da capital pernambucana; Júlia Galega da Zona do Sul…
I Tava na beira do Cais Quando um naviu apitou Um marinheiro me deu um abraço, Apertou minha mão, minha boca beijou.
II Ela é Julia Galega, Foi num cabaré onde se passou Seus cabelos loiros, Na Jurema ela deixou.
III É Julia Galega da Zona do Sul Ela da lapada, tira o couro e come cru. (Gira de Jurema)
O Caboclo Príncipe Rio Verde e muito evoluido, e quase não passa a terra vem somente os seus enviados, ele foi firmado, Batizado e consagrado na minha correntes (Juremeiro Neto) por Padrinho Lucas da Jurema Bahia, foi quem deu o serviço a ele. apos a algum tempo que passei pela mesa da jurema de mestria em Natal / Rio Grande do Norte.
E o seguinte, cada Jurema tem um principio, a jurema hoje do nordeste tem muitas Juremas de atos e principios primitivos mais tem as Juremas traçada, com Exu e coisas de Orixa.
E o Caboclo Príncipe Rio Verde, ele e um encantado, leia abaixo.
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Os Encantados São espíritos elementares ou sendo espíritos ligados à natureza que no momento da morte se encantaram em animais e plantas.
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Os Príncipes São parecidos com os encantados com a diferença de que estam ligados à natureza, mas não se encantaram em plantas nem animais ( foram passados Virgem ) Rio Verde e um Principe da Jurema sagrada do Reino das Aguas Claras ou Reino de Rio Verde.
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Os Reis e Rainhas espíritos milenares que por sua antiguidade podem atuar nos fenômenos naturais em beneficio da humanidade
Caboclo Principe Rio Verde e Rio Negro são dos indios geneos , Rio Verde era paje, e o Rio Negro guerreiro e caçador, filhos da Rainha Aurora e o Principe Flechimar a rainha Aurora antes recebeu de Tupã o Rei Tanarue um cabaça que nela ganhou o seu filho Solimões dai dele nasceu o rio negro e o rio verde que o Caboclo Principe Rio Verde e o encantamentos rio amazonas, e com o rei da turquia teve o filho rio mar ou caboclo marecia, que mora na porroca tanto que a costa onde o amazonas entra no mar, e o estado do Amapá o seu mar e de aguas doce que e o caboclo Marecia, que leva e encantamento para as ilhas que foi sub-merças na Paraibá na praia de Tambaba. onde era a cidade da jurema a primeira cidade encantada.
O Reino da Rainha Aurora e o reinado 9º da lista e o unico reino dos encantados, onde estão, as Sereias, Os Botos, As caboclas ondinas, os marinheiro e os Principes encantados da Jurema logo... o reino se chama Reino de Rio Verde.
9º REINO DO RIO VERDE
Este reino é uma ilha de matas densas e virgens; pois na verdade suas cidades encantadas estão debaixo das águas.
Reino onde é soberano o poderio feminino e de morada de encantados como botos, marinheiros, caravelas, sereias, ondinas e etc.
O Reino do Rio Verde é composto por 3 Aldeias que são:
· Aldeia do Rio Verde,
· Aldeia do Riacho Bonito
· Aldeia das Ondinas.
Apesar dessas aldeias serem submersas existe uma ilha no meio do Reino cheia de muitos rios e floresta onde muitos índios e caboclos vão buscar força e ciência.
Caboclo Principe Rio Verde, Caboclo Rio Negro, Caboclo Maresia ( Rio Mar ) e tantos outros são oriundos daí.
Esse reino é o que purifica as almas e é representado por uma pena por ser de sabedoria e evolução.
O Renio do Rio Verde não tem Rei, tem Rainha que se chama: Rainha Aurora, mãe da Princesinha Flora, do Príncipe Rio Verde, do Príncipe Boço Jara, Do Príncipe Rio Negro e do Príncipe Maresia.
Rainha Aurora se casou com o Príncipe Fleximar e teve com ela dois rios (Verde e Negro) que eram gêmeos e acabaram por ordem do Rei Tanaruê gerando o príncipe solimões, com uma cuia mágica dada por Tanaruê. (Tupa - Deus )
Maresia é um encantado filho de um branco com a rainha Aurora e Boço Jara é filho do Rei da Turquia.
O Príncipe Rio Negro se encanta num pé de Taioba roxo e o Rio Verde num Irapuru.
Água Clara é uma das 12 meninas da saia verde é também outro nome como é conhecido o Reino do Rio Verde.
A ciência de consagração de Aninha do Agiró vem daí.
Quando O Príncipe Rio Verde vem como um Caboclo muitas vezes da o nome de Caboclo Lírio.
Rio Verde e era da aldeia dos Waiukas no meio do amazonas, esses indios são os mais primitivos indios ja visto, se alimenta da caça e pesca e os frutos da mata, não usa pinturas, não usa penachos, e o tapa sexo feito de couro do macaco e as ponta das flechas do osso do macaco, tem cachimbos de ossos também não utiliza panelas, potes etc de barro e tudo, na na palha.
O Caboclo Príncipe Rio Verde em vida( encantado são pessoas que não teve morte fisica o seu corpo sumiu encantou-se) foi Pajé, sendo assim, a jurema dele e a da Cidade do Tronco da Jurema Sagrada, o que difere das demais jurema e que a jurema de caboclo e muito primitiva, e nativas,
Ele afirma que para se entrar na ciencia da Jurema Sagrada e passar ser um verdadeiro Juremeiro, tem que ser apresentado a natureza e aos animais. a jurema preta e uma arvore, os indios são filhos da natureza, puros, os mestres foi iniciados pelos os pajes que manifestava com indios e guerreiros que tinha já passado, dai esses mestres quando foi passado, dá um estrondo na praia de tambaba anunciando que um juremeiro foi passado, dai ele fica 7 anos na cidade da jurema e volta e escolhe um iniciado para ser encantado no tronco da jurema preta, e passa a manifestar.
O Discípulo Apontado É a pessoa que é convidada para fazer parte das seções de jurema começando daí seu desenvolvimento e seu primeiro contato com o mundo invisível.
Nesse estagio ela pode percorrer um dos caminhos dos discípulos.
Um dos caminhos é o do CURUPIRO,(Guardião da Jurema – o mesmo que ogã no candomblé, eu prefiro Guardião segundo Rio Verde, o Guardião da jurema e o Juremeiro principal dentro de um Caatimbó) que é uma pessoa que auxilia os mais velhos nas seções, entregando os materiais pedidos pelos espíritos, ou arrumando o ambiente para a sessão, (não entram em não há acostamento), o outro caminho é o da caixa que são pessoas que entram em transe (os mestre acostam).
Discípulo Consagrado É o que passou pelos rituais de confirmação, consagração, e encimentação, tanto o curupiro (Guardião da Jurema), quanto a caixa passam por esses rituais.
Mestre É a pessoa que tem condições de atender as pessoas através de sua ciência.
Padrinho É o discípulo que inicia novos discípulos no culto de jurema.
Padrinho mestre É o discípulo que a raiz de vários grupos de catimbozeiros.
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Os Encantados São espíritos elementares ou sendo espíritos ligados à natureza que no momento da morte se encantaram em animais e plantas.
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Os Príncipes São parecidos com os encantados com a diferença de que estam ligados à natureza, mas não se encantaram em plantas nem animais.
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Os Reis e Rainhas espíritos milenares que por sua antiguidade podem atuar nos fenômenos naturais em beneficio da humanidade
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Os Mestres e as Mestras vêem em diversas linhas ou chamadas, as principais são:
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*Caboclos são espíritos mistos de índios com brancos e geralmente são todos oriundos do norte e nordeste do Brasil.
-
*Os Boiadeiros Espíritos sertanejos ligados ao interior do nordeste, havendo algumas exceções quanto a espíritos que vem de 4 outras regiões do pais e do mundo, são ligados a vaquejar gado.
-
*Os Pajés espíritos de antigos indígenas das terras brasileiras.
-
*Os Ciganos espíritos errantes que tem atuação nos trabalhos de magia Européia e Oriental, são juremeiros somente aqueles que foi para o nordeste e teve contatos com os índios.
-
*Os curadores espíritos de médicos rezadeiras e xamãs, raizeiros.
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*Os pretos velhos antigos rezadores do Brasil de descendência africana, são homenageado porem não são Juremeiros, os que são Juremeiros leva o nome de mestre antes de seus nomes.
A cidade da jurema (elemento e composição)
A cidade da jurema e um dos doze reinos na qual o mestre que foi consagrado pertence ele na verdade é um altar composto e organizado da seguinte forma:
VEJAMOS QUE JUREMA NÃO E RECEITA DE BOLO E UM CIENCIA, SÓ ESTA AI O BASICO, A CIENCIA E O QUE LEVA CADA CABOCLO / MESTRE E BUSCADO A CIENCIA DE CADA UM.
O Caboclo Príncipe Rio Verde e muito evoluido, e quase não passa a terra vem somente os seus enviados, ele foi firmado, Batizado e consagrado na minha correntes (Juremeiro Neto) por Padrinho Lucas da Jurema Bahia, foi quem deu o serviço a ele. apos a algum tempo que passei pela mesa da jurema de mestria em Natal / Rio Grande do Norte.
E o seguinte, cada Jurema tem um principio, a jurema hoje do nordeste tem muitas Juremas de atos e principios primitivos mais tem as Juremas traçada, com Exu e coisas de Orixa.
E o Caboclo Príncipe Rio Verde, ele e um encantado, leia abaixo.
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Os Encantados São espíritos elementares ou sendo espíritos ligados à natureza que no momento da morte se encantaram em animais e plantas.
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Os Príncipes São parecidos com os encantados com a diferença de que estam ligados à natureza, mas não se encantaram em plantas nem animais ( foram passados Virgem ) Rio Verde e um Principe da Jurema sagrada do Reino das Aguas Claras ou Reino de Rio Verde.
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Os Reis e Rainhas espíritos milenares que por sua antiguidade podem atuar nos fenômenos naturais em beneficio da humanidade
Caboclo Principe Rio Verde e Rio Negro são dos indios geneos , Rio Verde era paje, e o Rio Negro guerreiro e caçador, filhos da Rainha Aurora e o Principe Flechimar a rainha Aurora antes recebeu de Tupã o Rei Tanarue um cabaça que nela ganhou o seu filho Solimões dai dele nasceu o rio negro e o rio verde que o Caboclo Principe Rio Verde e o encantamentos rio amazonas, e com o rei da turquia teve o filho rio mar ou caboclo marecia, que mora na porroca tanto que a costa onde o amazonas entra no mar, e o estado do Amapá o seu mar e de aguas doce que e o caboclo Marecia, que leva e encantamento para as ilhas que foi sub-merças na Paraibá na praia de Tambaba. onde era a cidade da jurema a primeira cidade encantada.
O Reino da Rainha Aurora e o reinado 9º da lista e o unico reino dos encantados, onde estão, as Sereias, Os Botos, As caboclas ondinas, os marinheiro e os Principes encantados da Jurema logo... o reino se chama Reino de Rio Verde.
9º REINO DO RIO VERDE
Este reino é uma ilha de matas densas e virgens; pois na verdade suas cidades encantadas estão debaixo das águas.
Reino onde é soberano o poderio feminino e de morada de encantados como botos, marinheiros, caravelas, sereias, ondinas e etc.
O Reino do Rio Verde é composto por 3 Aldeias que são:
· Aldeia do Rio Verde,
· Aldeia do Riacho Bonito
· Aldeia das Ondinas.
Apesar dessas aldeias serem submersas existe uma ilha no meio do Reino cheia de muitos rios e floresta onde muitos índios e caboclos vão buscar força e ciência.
Caboclo Principe Rio Verde, Caboclo Rio Negro, Caboclo Maresia ( Rio Mar ) e tantos outros são oriundos daí.
Esse reino é o que purifica as almas e é representado por uma pena por ser de sabedoria e evolução.
O Renio do Rio Verde não tem Rei, tem Rainha que se chama: Rainha Aurora, mãe da Princesinha Flora, do Príncipe Rio Verde, do Príncipe Boço Jara, Do Príncipe Rio Negro e do Príncipe Maresia.
Rainha Aurora se casou com o Príncipe Fleximar e teve com ela dois rios (Verde e Negro) que eram gêmeos e acabaram por ordem do Rei Tanaruê gerando o príncipe solimões, com uma cuia mágica dada por Tanaruê. (Tupa - Deus )
Maresia é um encantado filho de um branco com a rainha Aurora e Boço Jara é filho do Rei da Turquia.
O Príncipe Rio Negro se encanta num pé de Taioba roxo e o Rio Verde num Irapuru.
Água Clara é uma das 12 meninas da saia verde é também outro nome como é conhecido o Reino do Rio Verde.
A ciência de consagração de Aninha do Agiró vem daí.
Quando O Príncipe Rio Verde vem como um Caboclo muitas vezes da o nome de Caboclo Lírio.
Rio Verde e era da aldeia dos Waiukas no meio do amazonas, esses indios são os mais primitivos indios ja visto, se alimenta da caça e pesca e os frutos da mata, não usa pinturas, não usa penachos, e o tapa sexo feito de couro do macaco e as ponta das flechas do osso do macaco, tem cachimbos de ossos também não utiliza panelas, potes etc de barro e tudo, na na palha.
O Caboclo Príncipe Rio Verde em vida( encantado são pessoas que não teve morte fisica o seu corpo sumiu encantou-se) foi Pajé, sendo assim, a jurema dele e a da Cidade do Tronco da Jurema Sagrada, o que difere das demais jurema e que a jurema de caboclo e muito primitiva, e nativas,
Ele afirma que para se entrar na ciencia da Jurema Sagrada e passar ser um verdadeiro Juremeiro, tem que ser apresentado a natureza e aos animais. a jurema preta e uma arvore, os indios são filhos da natureza, puros, os mestres foi iniciados pelos os pajes que manifestava com indios e guerreiros que tinha já passado, dai esses mestres quando foi passado, dá um estrondo na praia de tambaba anunciando que um juremeiro foi passado, dai ele fica 7 anos na cidade da jurema e volta e escolhe um iniciado para ser encantado no tronco da jurema preta, e passa a manifestar.
O Discípulo Apontado É a pessoa que é convidada para fazer parte das seções de jurema começando daí seu desenvolvimento e seu primeiro contato com o mundo invisível.
Nesse estagio ela pode percorrer um dos caminhos dos discípulos.
Um dos caminhos é o do CURUPIRO,(Guardião da Jurema – o mesmo que ogã no candomblé, eu prefiro Guardião segundo Rio Verde, o Guardião da jurema e o Juremeiro principal dentro de um Caatimbó) que é uma pessoa que auxilia os mais velhos nas seções, entregando os materiais pedidos pelos espíritos, ou arrumando o ambiente para a sessão, (não entram em não há acostamento), o outro caminho é o da caixa que são pessoas que entram em transe (os mestre acostam).
Discípulo Consagrado É o que passou pelos rituais de confirmação, consagração, e encimentação, tanto o curupiro (Guardião da Jurema), quanto a caixa passam por esses rituais.
Mestre É a pessoa que tem condições de atender as pessoas através de sua ciência.
Padrinho É o discípulo que inicia novos discípulos no culto de jurema.
Padrinho mestre É o discípulo que a raiz de vários grupos de catimbozeiros.
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Os Encantados São espíritos elementares ou sendo espíritos ligados à natureza que no momento da morte se encantaram em animais e plantas.
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Os Príncipes São parecidos com os encantados com a diferença de que estam ligados à natureza, mas não se encantaram em plantas nem animais.
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Os Reis e Rainhas espíritos milenares que por sua antiguidade podem atuar nos fenômenos naturais em beneficio da humanidade
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Os Mestres e as Mestras vêem em diversas linhas ou chamadas, as principais são:
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*Caboclos são espíritos mistos de índios com brancos e geralmente são todos oriundos do norte e nordeste do Brasil.
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*Os Boiadeiros Espíritos sertanejos ligados ao interior do nordeste, havendo algumas exceções quanto a espíritos que vem de 4 outras regiões do pais e do mundo, são ligados a vaquejar gado.
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*Os Pajés espíritos de antigos indígenas das terras brasileiras.
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*Os Ciganos espíritos errantes que tem atuação nos trabalhos de magia Européia e Oriental, são juremeiros somente aqueles que foi para o nordeste e teve contatos com os índios.
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*Os curadores espíritos de médicos rezadeiras e xamãs, raizeiros.
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*Os pretos velhos antigos rezadores do Brasil de descendência africana, são homenageado porem não são Juremeiros, os que são Juremeiros leva o nome de mestre antes de seus nomes.
A cidade da jurema (elemento e composição)
A cidade da jurema e um dos doze reinos na qual o mestre que foi consagrado pertence ele na verdade é um altar composto e organizado da seguinte forma:
VEJAMOS QUE JUREMA NÃO E RECEITA DE BOLO E UM CIENCIA, SÓ ESTA AI O BASICO, A CIENCIA E O QUE LEVA CADA CABOCLO / MESTRE E BUSCADO A CIENCIA DE CADA UM.
Informações do Juremeiro Marcelo de Natal do Reino do Vajuca, em sua comunidade do Okut
A IRMANDADE REINO DO VAJUCÁ SURGIU EM 1977, NO BAIRRO DO ALECRIM, EM NATAL/RN, SOB A ORIENTAÇÃO DO MESTRE MARCELO GALVÃO (MESTRE JAGUAR), AFILHADO DO MESTRE SEVERINO ESTEVÃO (PAI DOMINGOS), QUE POR SUA VEZ ERA AFILHADO DO SR. GERALDO GUEDES, UM DOS MAIS ANTIGOS JUREMEIROS DO ESTADO DO RN.
Os 12 REINOS DA JUREMA
1º REINO: REINO DO JUREMÁ_ Composto pelas Cidades: Juremá, Cidade Campos Verdes e Cidade Estrela D'Alva. Este Reino pertence aos primeiros catimbozeiros, os que iniciaram o culto de Jurema. Faz parte deste Reino os Caiporas, Curipiras, Mestres Curandeiros, Casamenteiros e Mestras Parteiras. Praticam magia imitativa e simpática. Há muitos Caboclos com poucas características de índios mas q entendem muito de remédios do mato. Este Reino é governado por Tupã que na mesa é chamado de Rei Tanaruê. Não acosta pq é como se fosse o nome de Deus chamado pelos índios. Toda a falange de Tupínambá vem através deste Reino. Os Mestres Inácio de Oliveira, Roldão de Oliveira e Maria do Acais são os que estão a frente das cidades. Este Reino tem a função de melhorar a vida das pessoas trazendo prosperidade, inteligência e despertar a ciência dos discípulos. Na árvore da Jurema este reino está na semente.
2º REINO – REINO DO VAJUCÁ
Dizem os antigos que este Reino fica na direção norte de quem está no RN ou na PB e quem tem a Ciência da vidência vê no céu quando o dia começa a nascer e isto somente por alguns segundos. Este é um Reino de Muitos Mestres que viveram no RN e redondezas. Há muitos Caboclos e Pretos-velhos, neste Reino. Diz-se que o Vajucá está divido em duas partes: Uma tomada por florestas e com muitas tribos de índios "brabos" e a outra metade é constituida por caatinga. Ester Reino está sob a direção de Rei Heron que é o Rei dono de todas as doenças e se apresenta com um grande chapéu de palha adornado com uma "franja" de agave desfiada indo até quase a cintura. O Reino do Vajucá é constituídos por Mestres que trabalham com plantas e a própria terra. Sabem fazer remédios com argila e ervas torradas sendo também exímios preparadores de misturas para cachimbo, usadas em diversos atendimentos espirituais. Mestres Carlos, João da Mata e Mestra Fuastina são os representantes das Cidades deste Reino. As Cidades são: Aldeia Vajucá, Aldeia Mata Virgem e Aldeia Arruda
3ºREINO TANEMA
É interessante falar sobre este reino corrigindo a pronuncia que algumas pessoas ao falar ou cantar sobre este reinado, errôneamente o chamam de PANEMA. Panema é um mal súbto, uma doença parecida com o BANZO dos negros, um tipo de depressão causada por encantamento com o objetivo de fazer o atingido definhar. Tanema é um reino de transformação e equilíbrio; um reino onde as coisas e pessoas passam e se trasmutam, um reino de renovação ... Neste reinado encontraremos muitos CURANDEIROS, CIGANOS, PAJÉS e outros entes que trabalham e cuidam de ervas e animais
4º REINO ANGICO
Angico além de ser o nome deste reinado, tambem ´´e o nome de uma árvore muito importante em nosso culto que leva o mesmo nome deste reino. Este reinado traz o poder da proteção, do fechar do corpo e do espirito para os males do mundo. Neste local, vários espíritos que se destacaram pela manipulação dos poderes encandados das águas e de feitiços ligados a alma feminina; tais como Mestra Aninha, Mestra Joana Pé de Chita, Sibamba e etc ...
5º REINO DO TIGRE
Neste Local estão alocados os índios que foram massacrados, os feiticeiros que foram condenados e torturados por serem bruxos, magos negros, kabalistas e etc ... Este é o reino da guerra e do conflito, dele é que tiramos a FORÇA para os trabalhos de "fumaça as esquerdas", que são rituais onde evocamos o PODER DE ANIQUILAÇÃO impregnado neste reino para diluirmos cituações indigestas ou aparentemente intransponíveis em nossa vida
6º REINO DO BOM FLORAR
Parecido com o Reino de Tanema, onde estão se transformando as energias; O Reino do Bom Florar é um local onde já estão estabelecidos os vículos eco-existenciais com os seres animais, vegetais e humanos ... morada dos antigos pajés e de Mestres raizeiros; Este reino é repleto de entes iluminados ... a maioria dos mestres que trabalham ligados a este lugar, se dedicam a trabalhar em magias curativas
7º REINO URUBA
Este Reino é um marco da influencia da cultura negra dentro do Culto da Jurema Sagrada. Este reino é o meu favorito, pois tenho uma grande ligação espiritual com ele .... Neste lugar encontraremos vários Quilombos mistos de negros, índios e brancos foragidos ... Nas terras deste reino estão estabelecidos muitos VODUNS e PRETOS VELHOS, além do predomínio de negros de orígem efon (DJEDJE)
8º REINO DAS 7 COVAS DE SALOMÃO
Neste lugar esta o berço da ciência profética e mistica da Jurema. Nele morão os espíritos que são pilares das ciencias ocultas e por ele passam povos de mistério para buscar SABEDORIA para suas jornadas, dentre eles O POVO CIGANO entre outros. É um reino de muitos mistérios, onde se trabalham com ladainhas, em silêncio ou cantando ... Sua localização muda de 12 em 12 horas; por tanto só catimbozeiros de muita ciencia conseguem contato para trabalhar com os mestres e as energias deste lugar bendito
9º REINO DO RIO VERDE
Este reino é uma ilha de matas densas e virgens; pois na verdade suas cidades encantadas estão debaixo das águas.
Reino onde é soberano o poderio feminino e de morada de encantados como botos, marinheiros, caravelas, sereias, ondinas e etc.
O Reino do Rio Verde é composto por 3 Aldeias que são:
· Aldeia do Rio Verde,
· Aldeia do Riacho Bonito
· Aldeia das Ondinas.
Apesar dessas aldeias serem submersas existe uma ilha no meio do Reino cheia de muitos rios e floresta onde muitos índios e caboclos vão buscar força e ciência.
Caboclo Rio Verde, Caboclo Rio Negro, Caboclo Maresia ( Rio Mar ) e tantos outros são oriundos daí.
Esse reino é o que purifica as almas e é representado por uma pena por ser de sabedoria e evolução.
O Renio do Rio Verde não tem Rei, tem Rainha que se chama: Rainha Aurora, mãe da princesinha Flora, do Príncipe Rio Verde, do príncipe Boço Jara, Do Príncipe Rio Negro e do Príncipe Maresia.
Rainha Aurora se casou com o Príncipe Fleximar e teve com ela dois rios (Verde e Negro) que eram gêmeos e acabaram por ordem do Rei Tanaruê gerando o príncipe solimões, com uma cuia mágica dada por Tanaruê.
Maresia é um encantado filho de um branco com a rainha Aurora e Boço Jara é filho do Rei da Turquia.
O Príncipe Rio Negro se encanta num pé de Taioba roxo e o Rio Verde num Irapuru.
Água Clara é uma das 12 meninas da saia verde é também outro nome como é conhecido o Reino do Rio Verde.
A ciência de consagração de Aninha do Agiró vem daí.
Quando O Príncipe Rio Verde vem como um Caboclo muitas vezes da o nome de Caboclo Lírio.
Eu tirei uma foto do desenho desse reino no meu velho caderno pra você dar uma olhada.
10º REINO DO ACAES
Este é o marco do Reinado dos Mestres na terra, lugar onde se iniciou e se ASSENTOU AS ALIANÇAS COM OS ENCANTES, para se firmar o contato, o conhecimento e o intercâmbio com os Reinados da Jurema. Morada e portão de passagem para os Mestres mais importantes dos primórdios dos cultos da Jurema no Nordeste que são Mestre Manoel Cadete, Mestre Machado Bravo, Mestre José Phelintra e etc
11ºREINO DE CANINDÉ
Este é um Reinado muito importante e ha quem diga que é por ele que encontramos as explicações e os motivos de existirem os sacrifícios de animais para a Jurema ... Local onde ha a unificação das várias etnias de índios em um só local vivendo em sua harmonia cultural, com suas pajelanças e mitos. Neste reinado como o próprio nome diz quem rege é o REI CANIDÉ o filho de Tupã, Senhor das festas, bebidas e da guerra
12º REINO DE TRONOS
O ultimo e mais misteriosos dos reinos. Nele se encontram os Reinados, Tronos e potestades do mundo espiritual... Local onde vivem e trabalham os ANJOS ( de todas as espécies). Neste reinado trabalham-se com o PODER DIVINO através de uma outra forma mais sútil da magia; o que para os esotéricos seria onde se guardam os DOGMAS DA ALTA MAGIA. Trocando em miúdos este reinado é fonte de PURIFICAÇÃO da espiritualidade do Culto da Jurema Sagrada.
Jurema (Acacia Nigra), é a árvore sagrada dos indígenas brasileiros há milênios. Nela concentram-se todos os valores fitoterápicos e místicos de um ritual que de uma certa forma, influenciou todos os demais no Brasil inteiro. Dezenas de encantados e mestres espirituais do ritual da Jurema povoam as “Casas de Nação” (candomblés) os quais não podem negar-lhes “espaço”. A Jurema por ser um ritual totalmente brasileiro é o único que se equipara aos seus congêneres africanos por ter sua própria Raiz e Origem. A raiz, é a árvore com suas folhas, casca a raízes – A origem é Monan, deus supremo dos Tupis,Caetés, Tabajaras, Potiguás, Tapuias, Pataxós e outras nações indígenas. Seus protetores eram (até a chegada do branco), Tupan, Yara, Caapora, Curupira, Boiúna, Mo Boiátatá, Jaguá, Rudá, Carcará e outros mais. Eram de tribos diferentes, mas cultuavam os mesmos deuses aos pés da mesma árvore: JUREMA. Com a miscigenação entre os indígenas e o branco e entre indígenas e o negro miscigenaram-se também, suas culturas, seus arquétipos, seus usos e costumes. Com o aparecimento “caboclo” (mestiço), apareceram também os encantados resultados desta mestiçagem. O ritual da Jurema, vulgarmente chamado de “Catimbó”, devido ao uso de cachimbos durante a prática, é cercado de preparos e cuidados especiais respeitanto-se prioritariamente a ancestralidade de cada um ou da própria raiz em torno da qual realiza-se a prática. Esta por sua vez, obedece à vínculos locatícios chamados de “cidades da jurema”, cada uma com seu nome. O ritual tanto pode ser feito sobre uma mesa com pode ser feito no chão. As forma são distintas, com objetivos as vezes diferentes. Os ingredientes e apetrechos usados nos rituais de Jurema são os seguintes: Cachimbos confeccionados à mão de diferentes troncos de árvores Fumos feitos com folhas de tabaco misturadas com folhas de diferentes árvores (dependendo da intenção do “trabalho”) Maracá (chocalho indígena) para invocar os mestres encantados Pequenos troncos de Jurema sobre os quais acende-se velas (dependendo do número de “Cidades” as quais serão invocadas – (preferencialmente 4 cidades) Sineta de metal nobre para invocação dos Mestres - (no passado era com caxixi) 2 ou mais copos altos e largos com água Toalha vermelha ou branca se for na mesa e vermelha se for no chão.
ALHANDRA, a Cidade Sagrada
A cidade sagrada da Jurema é ALHANDRA na Paraíba, entre João Pessoa e Recife. Este é o MARCO ZERO da Jurema no Brasil e também, centro de romarias de milhares de pessoas anualmente. Dentro de Alhandra estão outras três outras cidades sagradas conhecidas por Acais, Tapuiú e Estiva. Lá também estão os túmulos de vários mestres famosos no Brasil inteiro. Maria do Acais, Damiana Guimarães e Zezinho do Acais, fizeram a fama desta cidade que contém a Jurema de Cangaruçu por todos respeitada neste Brasil. Nenhum mestre da Jurema deve o pode ser tratado como se fosse um Egun ou Exu!
Mestres famosos da Jurema:
Mestra Maria do Acaís (Maria Gonçalves de Barros) Mestre José Pilintra (José de Aguiar dos Anjos) Mestre Major do Dia Mestre Cabeleira (Dom José do Vale) Mestre Zezinho do Acais Mestre Cangaruçu Princesa de Leusa Mestra Maria Elisiara Mestra Joana Pé de Chita (Joana Malhada) Mestra Damiana Guimarães Mestre Emanoel Maior do Pé da Serra (Emanoel Cavalcante de Albuquerque) Mestre Manoel Cadete Mestre Marechal Campo Alegre Mestre Arcoverde Mestre Tertuliano Mestre Malunguinho Mestra Piorra Mestre Carlos Velho (José Carlos Gonçalves de Barros) Mestra Maria Solomona Mestra Judith do Barracão Mestra Maria Padilha Mestre Antônio Macieira Rei Eron Mestre Cesário Mestra Jardecilia ou Zefa de Tiíno Mestre Tandá Mestra Izabel Mestre Zé Quati Mestre Casteliano Gonçalves Mestra Fortunata do Pina (Baiana do Pina) Mestre Nêgo do Pão Mestra Maria Magra Mestre Candinho
Mestre Galo Preto
Mestre Zé Molambo
Mestre Antonio Olimpio
e os Caboclo Mestre que em vida era pajes ou teve contatos com o homem Branco como caboclo mestre rio verde que era paje e o caboclo mestre rio negro na na sua migração foi parar em santa rita Pb
Cidade do Segredo da JuremaTambaba
7 Cidades SagradasJurema, Vajucá, Junça, Angico, Aroeira, Manacá e Catucá.
Toadas (cantigas) de alguns Mestres do Catimbó ou Jurema:
Mestre Malunguinho:
"Malunguinho está nas matas, ele está é abrindo mês a um Rei. Me abra este mesa Malunguinho e tire Espec do caminho. Espec aqui, espec acolá para os inimigos não passar. Espec aqui Espec acolá para os inimigos eu derrotar." – (bis)
Mestre Major do Dia:
"Ó meu Major, ó meu Major, meu Major de Cavalaria. És meu major, és meu Major, és Meu Major do Dia." – (bis)
Mestre Zezinho do Acaes:
"De longe venho saindo, de longe venho chegando, tocando a minha viola e as meninas apreciando. Cantando eu venho folgando eu estou. Cantando eu venho da minha cidade. Minha barquinha nova nela eu venho, feita de aroeira que é pau marinho. Quem vem dentro dela é o meu Bom Jesus, de braços abertos, cravado na Cruz. – Aurora é Canindé, Aurora é Canindé."
Mestre Cabeleira - (Zé do Vale)
"Eu venho de porta em porta caindo de déu em deu. E casa que eu conheço é a sombra do meu chapéu. Fecha a porta gente que o Cabeleira e vem. Pegando rapaz, menina também. Pegando rapaz, menina também. Minha mãe sempre dizia, “meu filho tome abenção, meu filho nunca mate, menino pagão” – Subi serra de fogo com alpercata de algodão, se a alpercata pega fogo, o boto desce de pé no chão. E o meu cavalo, é maresia...ele vadeia lá na praia do lençol." – (bis)
Mestra Maria de Elisiara:
"Que campos tão lindos, vejo o meu gado todo espalhado, lá vem Maria de Elisiara, que vem ajuntando o gado. Lá vem Maria de Elisiara, rainha de Salomão, que já foi Mestra e hoje é discípula do nosso querido Rei João. Que Campos lindo e Varandas" – (bis)
Mestra Joana Pé de Chita: - (Joana Malhada)
"Eu sou Joana da cidade de Santa Rita, tenho um Cachimbo respeitado, eu sou Joana Pé de Chita" – (bis)
Mestre Emanuel Maior do Pé da Serra:
"Campos Verdes, meus Campos Verdes, tua luz estou avistando, da cidade de Campos Verdes, Emanuel Maior já vem chegando. Campos Verdes, meus Campos Verdes vejo o meu gado todo espalhado, da cidade de Campos Verdes Emanuel Maior vem ajuntando o gado. É fogo na “Gaita” e toque o “Maracá”, bote água na cuia pra Emanuel Maior tomar."
Mestre Rei dos Ciganos – (Barô Romanó)
"Eu estava sentado na pedra fria, Rei dos Ciganos mandou me chamar. Rei dos Ciganos e a Cabocla Índia, Índia Africana no Jurema. Quem traz a flecha é a Cabocla Índia, Rei dos Ciganos mandou me entregar. Quem traz a flecha é a cabocla Índia, eia arma a flecha que eu vou flechar. Quem traz a flecha é a Cabocla Índia, eia arma a flecha vamos flechar."
Mestre Tertuliano:
"É de Ipanema, é de Ipanema – Tertuliano trabalhando na Jurema" – (bis)
Mestre Marechal Campo Alegre:
"Eu dei quatro volta no mundo e o sino da capela gemeu. Sou eu Marechal Campo Alegre, e o Dono do Mundo sou eu." – (bis)
Mestra Judith do Barracão:
"Judith ó minha Judith, Judith lá do Barracão e os campos de Judith, são campos, são campos. E atira, Judith atira, pedaço "preaca" de mulher. E os campos de Judith são campos, são campos. E atira, Judith atira cabocla negra de Ioruba, e os campos de Judith são campos, são campos. E o bueiro de Judith, é bueiro, é bueiro. E o molambo de Judith, é molambo, é molambo. E o baralho de Judith, é baralho, é baralho."
Mestre Navisala:
"Eu venho de longe, sem conhecer ninguém. Venho colher as rosas que a roseira tem. Mas eu sou boiadeiro, não nego o meu natural. Quem quiser falar comigo, bem vindo seja no Juremal."
Mestre Légua Bogi-Buá Trindade:
"Légua, eu sou Légua, Légua Bogi Buá. Mas eu plantei a Légua no tronco do Jurema. – (bis)"
Mestre Zé Pilintra - (José Aguiar dos Anjos) – Ritual de Catimbó raiz Alhandra, Junça, Vajucá.
"Mandei chamar Zé Pilintra, nego do pé derramado e quem mexer com Zé Pilintra, ou fica doido ou vem danado. – (bis) – Seu doutor, seu doutor, Zé Pilintra chegou. Se você não queria, para que lhe chamou. Dilim-Dilim, bravo senhor, dilim-dilá, bravo senhor, Zé Pilintra chegou, bravo senhor para trabalhar. Bravo Senhor."
"Lá na Vila do Cabo, ele é primeiro sem segundo. Só na boca de quem não presta, o Zé Pilintra é vagabundo."
"Zé Pilintra no Reino Eu sou um Rei Real. Zé Pilintra no reino e eu vim trabalhar. Trunfei, Trunfei, Trunfei, Trunfá. Zé Pilintra no Reino, estou no meu Jurema. Trunfariá!"
"Chegou José Pilintra, sou o assombro do mundo inteiro. Sou faísca de "fogo-elétrico", sou trovão do mês de janeiro."
"Na passagem de um rio, Maria me deu a mão. E o prometido é devido, é chegada a ocasião".
"Eu matei meu pai e minha mãe. Jurei padrinho e Jurei Madrinha. Matei um cego lá na igreja e um aleijado lá na linha. Seu doutor, seu doutor bravo senhor, Zé Pilintra sou eu, bravo senhor. Se você não queria, Bravo senhor para que lhe chamou, bravo senhor".
Boiadeiros
No rol dos encantados estão todos que não são Orixás, todos que não são Voduns e todos que já são resultado da miscigenação entre Voduns e Orixás (ambos africanos), e os espíritos da terra, aqueles que já estavam aqui quando o homem branco e o negro chegaram. Vulgarmente são chamados de Caboclos em algumas regiões ou Encantados e mestres outras regiões.Um dos grupos mais presentes e pouco conhecido, é o de Boiadeiro, “O Senhor do Portal do Tempo e das Dimensões”. Atendem por nomes como Navizala, Divizala, Itamaracá, Lua Nova, Campineiro, Gibão de Couro e muitos outros codinomes que escondem sua verdadeira origem e missão. Por serem “fechados” em suas falas pouco se aprendeu sobre este grupo de encantados até hoje. Mas podemos afirmar que trata-se de uma “falange” poderosíssima, com altos conhecimentos místicos, astronômicos e litúrgicos. São capazes de promover fenômenos indescritíveis se invocados da forma corretas com os “apetrechos” certos. Durante anos as Casas de Candomblé de Angola (Endembo, Mushi-Congo, Tumba Junçara) e Xambá, costumavam após o término do ‘Shirê” Ti Inkisse (roda de santo de Angola), fazer um toque de louvação à Boiadeiro, toque este que rompia a madrugada com o dia clareando e muita Jenipapina. Isto sem se falar nas cantigas conhecidas por “sutaque” que vêm do fundo da alma e são feitas de improviso.
"Estive no windowslive e vi sua pag sobre jurema e vc está de parabens. Notei que há muitas citações minhas. As minhas citações são fruto de anotações a partir de 1997 com meus padrinhos, Sr Severino Etevão, Sr. Reinaldo e Sr Geraldo Guedes. Com estas informações fiz um caderno que tem se espalhado pelos juremeiros do mundo afora."
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O culto Jurema abranger praticas oriundas do espiritismo, Catolicismo, da Umbanda, da Pajelança, das magias Européia e oriental.
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A ciência, para o discípulo de jurema é uma sabedoria que toda pessoa possui e que foi dada por Deus, mas que esta adormecida na maioria das pessoas, quando a pessoa desperta essa sabedoria adormecida, através de rituais de confirmação, consagração, encimentação se diz que essa pessoa tem ciência.
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Essa ciência permite ao Juremeiro entrar em contato com o mundo invisível e desse contato promover significantes modificações em destinos e auxiliar a modificações nos destinos de outras pessoas, tais como: restabelecer a saúde, prosperidade financeira, felicidade amorosa e desenvolvimento da espiritualidade que cada pessoa possui em sua essência.
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O juremeiro vê alem da forma material que as coisas possuem. Ele sabe que todas as coisas e acontecimentos possuem a sabedoria divina e passa a aprender conscientemente a lidar com elas obtendo a chamada felicidade interior.
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O chão, os rios, s lagoas, as fontes De águas, as matas, os animais, a chuva, o vento, o mar, o ar que respira, o alimento que ingere, os” antepassados, e as pessoas vivas são sagrados para o juremeiro.
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Um autentica juremeiro se torna uma seta no caminho das pessoas indicando uma vida melhor no meio de tanta contradição que existe no mundo.
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O catimbozeiro não interfere na vida das pessoas, mas quando é solicitado pode colaborar no bem estar que as pessoas procuram. O que simboliza o caatimbó é a arvore jurema, que para os catimbozeiros é um símbolo de força e de energia e poder.
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Da árvore jurema se retira sementes para encimentação de novos discípulos, o tronco para levantar no mundo material a representação do mestre do invisível e prepara com a raiz uma bebida de força chamada, dependendo do lugar de CAUIM, JUREMA, MESTRE, e CIÊNCIA.
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Um Discípulo de Juremas passa por vários graus de desenvolvimento para se tornar um padrinho mestre, que é o grau que um juremeiro pode chegar, Os graus são os seguintes:
O Discípulo Apontado É a pessoa que é convidada para fazer parte das seções de jurema começando daí seu desenvolvimento e seu primeiro contato com o mundo invisível.
Nesse estagio ela pode percorrer um dos caminhos dos discípulos.
Um dos caminhos é o do CURUPIRO,(Guardião da Jurema – o mesmo que ogã no candomblé, eu prefiro Guardião segundo Rio Verde, o Guardião da jurema e o Juremeiro principal dentro de um Caatimbó) que é uma pessoa que auxilia os mais velhos nas seções, entregando os materiais pedidos pelos espíritos, ou arrumando o ambiente para a sessão, (não entram em não há acostamento), o outro caminho é o da caixa que são pessoas que entram em transe (os mestre acostam).
Discípulo Consagrado É o que passou pelos rituais de confirmação, consagração, e encimentação, tanto o curupiro (Guardião da Jurema), quanto a caixa passam por esses rituais.
Mestre É a pessoa que tem condições de atender as pessoas através de sua ciência.
Padrinho É o discípulo que inicia novos discípulos no culto de jurema.
Padrinho mestre É o discípulo que a raiz de vários grupos de catimbozeiros.
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Os Encantados São espíritos elementares ou sendo espíritos ligados à natureza que no momento da morte se encantaram em animais e plantas.
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Os Príncipes São parecidos com os encantados com a diferença de que estam ligados à natureza, mas não se encantaram em plantas nem animais.
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Os Reis e Rainhas espíritos milenares que por sua antiguidade podem atuar nos fenômenos naturais em beneficio da humanidade
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Os Mestres e as Mestras vêem em diversas linhas ou chamadas, as principais são:
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*Caboclos são espíritos mistos de índios com brancos e geralmente são todos oriundos do norte e nordeste do Brasil.
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*Os Boiadeiros Espíritos sertanejos ligados ao interior do nordeste, havendo algumas exceções quanto a espíritos que vem de 4 outras regiões do pais e do mundo, são ligados a vaquejar gado.
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*Os Pajés espíritos de antigos indígenas das terras brasileiras.
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*Os Ciganos espíritos errantes que tem atuação nos trabalhos de magia Européia e Oriental, são juremeiros somente aqueles que foi para o nordeste e teve contatos com os índios.
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*Os curadores espíritos de médicos rezadeiras e xamãs, raizeiros.
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*Os pretos velhos antigos rezadores do Brasil de descendência africana, são homenageado porem não são Juremeiros, os que são Juremeiros leva o nome de mestre antes de seus nomes.
A cidade da jurema (elemento e composição)
A cidade da jurema e um dos doze reinos na qual o mestre que foi consagrado pertence ele na verdade é um altar composto e organizado da seguinte forma:
VEJAMOS QUE JUREMA NÃO E RECEITA DE BOLO E UM CIENCIA, SÓ ESTA AI O BASICO, A CIENCIA E O QUE LEVA CADA CABOCLO / MESTRE E BUSCADO A CIENCIA DE CADA UM.
Princesa mestra -> A Direita do Mestre / Caboclo É uma taça ou bomboniere de cristal com água. Serve para tranqüilizar e equilibrar a ciência no fundo e um cristal de torre para que aja simpatia, com exceção do reino das covas de Salomão.
Ao redor do príncipe mestre ficam sete príncipes (copos) ou sete princesas (taças) cada um tem um significado especifico para jurema.
A frente do conjunto dos príncipes e princesas fica o castiçal de três bocas,
Onde se acende três velas brancas que são os três generais da jurema o da esquerda e o da guarda das almas, o do centro é o guarda da cidade espiritual do discípulo, a da direita é o da guarda das matas de onde vem a ciência do caatimbó.
Ao lado direito fica o bodoque dos caboclos, com uma quartinha d’água usada para abrir os caminhos para as pessoas.
Ao lado esquerdo fica o cruzeiro de luz que simboliza as almas dos mestres com seu rosário para a solução dos problemas. Também fazem parte da cidade, Uma campa (sino) par as evocações.
Uma garrafa de cauim (jurema) que desperta a ciência e atrai o espírito.
Uma garrafa de mironga de cabeça para a purificação.
Três ofertórios um com mel outro com vinho e o outro com incenso.
uma garrafa de água benzida para livrar das perturbações.
A marca mestra que é uma maraca com feita de cabaça para as louvações são duas a da esquerda e a da direita.
A marca cachimbo de jurema dependendo da ciência para armazenar e enviar recados, um para esquerda e outro para a direita.
A mistura para cachimbo, fumo, erva doce, alfazema, alecrim, âniz estrelado.
Esses Elementos Básico, e que compõem a mesa da Jurema,
Sendo que a Esquerda do Caboclo e a Esquerda do Mestre fica escondido de baixo da Mesa e ou um lugar sendo o acesso somente ao Padrinho Mestre, Madrinha de Vela, Juremeiro dono da Corrente, e ou o Guardião da Jurema.
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Esses reinos pertence aos primeiros caatimbozeiros, os que iniciaram o culto da jurema.
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Fazem parte desse reino as Caiporas, que são encantados da família de Florzinha e os Curupiras, ambos são muito temperamentais.
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Daí o motivo desse reino ter vários curandeiros, casamenteiros, violeiros, rezadores, parteiras, praticam a magia imitativa e simpática.
Obs.: Reis, Rainhas, príncipes, princesas, encantados da mata, e fidalgos do tempo do Brasil Colônia.
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Cidade (aldeia) Estrela Dalva. Reino do Vajucá (Atividade) Este reino se localiza ao nascer do dia na direção ao norte, depois ele perde o contato. É um reino de muitos mestres do Rio Grande do Norte e redondezas, com grande afluência de caboclos e pretos velhos, existem grandes conhecedores de plantas medicinais neste reino. É um reino ligado aos caboclos sérios e caboclos bravos. É um reino constituído de grandes florestas e caatingas tribos inteiras moram nesta matas.
A cidade da jurema (elemento e composição) A cidade da jurema e um dos doze reinos na qual o mestre que foi consagrado pertence ele na verdade é um altar composto e organizado da seguinte forma:
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A Jurema (Acacia - Jurema) é uma das muitas espécies das quais a ACACIA, Várias espécies de Acácia nativas do nordeste brasileiro recebem o nome popular de "Jurema". As Acácias sempre foram consideradas plantas sagradas por diferentes povos e culturas de todo o mundo; Os Egípcios e Hebreus veneravam a "Acacia nilotica" (Sant, Shittim), os Hindus a "Acacia suma" (Sami), os Árabes a "Acacia arabica" (Al-uzzah), os povos indígenas do oeste da América do sul veneravam a "Acacia cebil"(vilca), e os índios do nordeste brasileiro tinham na "Acacia jurema" (Jurema, Jurema, Calumbi) a sua árvore sagrada, a sua Acacia.
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Jurema Sagrada como tradição "mágica" religiosa, ainda é um assunto pouco estudado. É uma tradição nordestina que, em suas multiplas formas atuais, revela influências as mais variadas, e que vão desde a feitiçaria européia até a pajelança indígena, passando pelas religiões africanas, pelo catolicismo popular, e até mesmo pelo esoterismo moderno e pelo cristianismo esotérico, além de, em certos casos, estabelecer a diferença principal entre as práticas de umbanda e do catimbó.
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O culto da Jurema está para a Paraíba, assim como o Iroko está para a Bahia. Esta arvore tipicamente Paraibana, apesar de existir também em outros estados do nordeste, era venerada pelos índios potiguares e tabajaras, muitos séculos antes da descoberta Brasil. Em Pernambuco, existe um município cujo nome e Jurema devido a grande quantidade destas árvores que ali se encontra. A jurema (mimosa hostilis) depois de crescida é uma frondosa árvore que vive mais de 200 anos. Todas as partes dessa arvore são aproveitadas: a raiz, a casca, as folhas e as sementes, utilizadas em banhos de limpeza, infusões, ungüentos, bebidas e para outros fins ritualísticos. Os devotos iniciados nos rituais do culto são chamados de “Juremeiros”. Foi na cidade de Alhandra, município à poucos quilômetros de João Pessoa, que esse culto, na forma do Catimbó alcançou fama.(No Bairro do Acaes – onde a dona da casa era uma Juremeira chamada Maria, após a sua morte hoje desce rito como uma etidade Mestra Maria do Acaes, e Zezinho do Acaes, ate hoje lá tem o cruzeiro de luz da cidade e a casa onde ela realizava os seus cultos, na herarquia ela e a minha bisavó na jurema que iniciou o meu avó Baba Carol que mora da cidade de Natal, e a sua primeira semente se chama Baba Jeova Brasil, e o me iniciou. Baba Carol foi que teve a missão de levar a Jurema para o Rio Grande do Norte, ainda moço, e apos esses longos anos de na estrada espiritual, as entidades esta me preparando para que nessa epoca que levar a ciencia para o centro oeste do Pais, e por isso que as minhas correntes vem o mestre que era responsavel pela a casa e os trabalhos de minha bis avo Maria do Acaio, mestre Jose Galo Preto.a minha casa conforme o meu guia de luz Caboclo Rio Verde se chamara “Cidade do Tronco da Jurema do Acaio”.
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A Jurema ja´era cultuada na antiguidade por pelo menos dois grandes grupos indígenas, o dos Tupis e o dos Cariris também chamados de Tapuias. Os Tupis se dividiam em Tabajaras e Potiguares, que eram inimigos entre si. Na época da fundação da Paraíba, os tabajaras formavam um grupo de aproximadamente cinco mil índios. Eles ocupavam o litoral e fundaram as aldeias Alhandra e a de Taquara.
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A Jurema sagrada é remanescente da tradição religiosa dos índios que habitavam o litoral da Paraíba e dos seus pajés, grandes conhecedores dos mistérios do além, plantas e dos animais. Depois da chegada dos africanos no Brasil, quando estes fugiam dos engenhos onde estavam escravizados, encontravam abrigo nas aldeias indígenas, e através desse contato, os africanos trocavam o que tinham de conhecimento religioso em comum com os índios. Pôr isso até hoje, os grandes mestres juremeiros conhecidos, são sempre mestiços com sangue índio e negro. Os africanos contribuíram com o seu conhecimento sobre o culto dos mortos egun e das divindades da natureza os orixás voduns e inkices. Os índios, estes contribuíram com o conhecimento de invocações dos espíritos de antigos pajés e dos trabalhos realizados com os encantados das matas e dos rios. Daí a jurema se compor de duas grandes linhas de trabalho: a linha dos mestres de jurema e a linha dos encantados.
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Esses indios, hoje recebe o nome de caboclos mas na verdade o nome caboclo e o tipo homem do nordestino.
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Mas em geral, os indios realizava culto de pajelança, enterravam os seus guerreiros e pajes no pe da jurema preta, pois tem a jurema branca, e outras que não entra no culto,
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Localização Geográfica da Aldeia do Caboclo Mestre Rio Verde - A sociedade indígena Yanomami ocupa a grande região montanhosa na fronteira entre o Brasil e Venezuela.
No Brasil, nos estados do Amazonas e Roraima, municípios de Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas e Boa Vista, Alto Alegre, Mucajaí e Caracaraí, em Roraima. Área correspondente ao Maciço das Guianas, coberta pela Floresta Tropical Úmida.
Os Yanomami formam uma sociedade de caçadores-agricultores da floresta tropical do Norte da Amazônia cujo contato com a sociedade nacional é, na maior parte do seu território, relativamente recente.
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O Yanomani – em toda a amazonas tem os Waikas que são indios que não usa a agila potes somentes trabalhos com palha do do coqueiro e produtos da mata.
O Caboclo Mestre Rio Verde, e o Caboclo Rio Negro e, Caboclo da Mata Virgem caboclos encantados das matas são dessa aldeial, porem e claro que existe outras aldeias no Brasil que teve os seus encantados tambem, ou de outras do Amazonas.
Juremeiro em vidas (Paje) o Rio Verde, por isso que recebeu o nome de Mestre, e uns dos poucos caboclo que abaixa e da consultas como um mestres pois em vida ele realizava Pajelança, e invocava os seus guerreiros... como os demais Pajes de outras aldeias era os sarcedotes.
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A influência européia se fez presente através do selo de Salomão, (Cinco Salomão) que foi o primeiro mestre juremeiro, este consiste de dois triângulos entrelaçados cuja origem atribui-se aos antigos persas. Diz à lenda que o símbolo era usado para invocar o rei Salomão e assim aprisionar os djins (gênios) sem vasos. Na Índia o mesmo símbolo é chamado de “Signo de Vishnu” e é desenhado nas portas das casas com um talismã contra o mal. No nordeste este costume ainda existe e na linguagem típica é chamado "Sino Salomão". Segundo os seguidores da corrente dita "iniciática" do ADJUNTO DA JUREMA, Salomão, o Rei de Israel, teria sido um grande Mestre na Jurema.
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Para o mestre chegar, para ele vir trabalhar. E isso se faz não só através do canto, em que eu chamo meu mestre, eu canto para ele, mas também através da bebida. “Eu preciso beber a Jurema”,
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Você vai conhecer a força de um rito que começou com os índios, recebeu influência dos cultos afro-brasileiros e ainda se misturou com o catolicismo popular. Magia forte, nascida no Nordeste brasileiro.
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A bebida é feita com a casca da Jurema e mais vinho ou pinga. Os outros ingredientes são uns segredos que os mais velhos guardam com zelo.
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“É uma ciência, uma ciência grande, muito grande”, garante Mestre Carol. Juremeiro há mais de 50 anos, ele apresenta seu mestre: Preto José Pelintra.
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É a cidade da Jurema, que traz toda a força para os discípulos mestres, que vêm ao redor. A “água é um elemento importante, porque é ela quem traz a força da natureza”.
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“É um mundo imaginário, sobrenatural, que está em outro plano, no que eles chamam de plano encantado”,
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“Quando os mestres se incorporam, eles têm sempre um objetivo básico, que é atender as pessoas e aplicar certas receitas, que são receitas mágicas, de uma medicina muito antiga, religiosa”.
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Chamada jurema de chão. O chocalho, ou maracá, e o canto em círculo lembram a origem indígena deste rito. Mas evocam também a época em que os praticantes desta religião eram perseguidos pela polícia.
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Para se esconder da polícia, o rito era realizado com todos abaixados, escondidos na mata. Não se podiam tocar tambores; apenas os maracás.
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“Muitos têm a Jurema como um bicho, mas a jurema não é nada disso. Ela é paz, luz, amor e caridade”,
Jurema Preta Sagrada
Eu andei, eu andei, eu andei,
Eu andei, eu andei vou andar, (bis).
Sete anos eu andei foi em terra,
Outros sete eu andei foi no mar. (bis).
Oh Jurema Preta senhora rainha,
Abre a cidade mais a chaves é minha. (bis).
Oh tupirarague ou tupiraragua,
Sou filho da jurema e venho trabalhar. (bis).
HISTORIA DA CACHAÇA
Aqueles que se ligam à cachaça de uma forma ou de outra, por fabricá-la, por vendê-la ou por bebê-la, já devem ter ouvido aquela história:
"Nosso Senhor Jesus Cristo, quando caminhava por uma estrada, morrendo de sede, debaixo de um sol causticante, avistou um canavial. Protegendo-se do sol entre sua folhagem, refrescou-se do calor. Depois de descascar uma cana, chupou alguns gomos, saciando sua sede. Ao ir embora, para seguir viagem, estendeu suas mãos por sobre o canavial, abençoando-o desejando que das canas o homem haveria de tê-las sempre boas e doces. Em um outro dia, o diabo, passando pela mesma estrada, foi dar no mesmo canavial. Ali parando, resolveu refrescar-se. Cortou um pedaço da cana e começou a chupar um gomo, mas seu caldo estava azedo, e quando por ele foi engolido, desceu garganta abaixo queimando-lhe as ventas. Irritado, o diabo prometeu que da cana o homem tiraria uma bebida tão forte e ardente quanto as caldeiras do inferno. Daí surge o açúcar abençoado por Nosso Senhor e a cachaça amaldiçoada pelo diabo".
DERRAMAR BEBIDA NO CHÃO Luís da Câmara Cascudo
Pelo interior do Brasil ainda resiste o costume do bebedor derramar um pouco de bebida no chão. Antes ou depois de servir-se, joga aguardente no solo. É um gesto maquinal mas alcançando todo o território nacional.
Outrora era mais comum o líquido ser atirado antes de beber-se. Presentemente o uso é lança-lo ao final, esgotando o copo. Este deve ficar limpo. Sem bebida. Identicamente em Portugal, Espanha, França, Itália etc.
Já tenho, desde 1941, publicado observações a respeito do rito da cachaça e seus respeitos no âmbito popular. Quando comecei a estudar o catimbó (Meleagro. Rio de Janeiro, Editora Agir, 1951) encontrei o mesmo complexo no mundo da magia branca e negra, entre os "mestres" do catimbó e os babalorixás do Xangô.
Quantas vezes nas minhas pesquisas em Natal ouvi o diálogo clássico entre os veteranos cachaceiros. Enchido o copo, o que paga diz a frase ritual: Vamos dar-lhe! O homenageado deverá responder: Venha de lá, valendo exigir que o outro beba em primeiro lugar. Este retruca: Venha de lá que eu vou de cá! Tradução: "Beberei depois de você"; O homenageado sacode uma porção de "branquinha" no chão, e ingere. Passa o copo ao outro que sorve sua parte. Atualmente é o ofertante que joga no solo o que sobrou da bebida.
É o comum, diariamente verificável, cerimonial antiqüíssimo porque é cumprido sem que mais se conheça sua significação. Desapareceu qualquer elemento compulsivo mas continua obrigatório, indispensável no costume, fazendo parte integrante da etiqueta normal, da boa educação no plano da camaradagem.
No catimbó todo o cauim (aguardente) bebido foi preliminarmente defumado com a "marca" (cachimbo do mestre) e deve uma parte ser atirada no chão em homenagem aos mestres, os soberanos dos reinos invisíveis, doadores dos "bons saberes". Em certos catimbós a obrigação deve ser feita antes e depois de beber. Antes de tocar com os lábios e depois de haver sorvido a porção protocolar. Nos mais rústicos e antigos catimbós, o de mestre Dudu da Serrana, na margem esquerda do rio Potengi, diante da cidade do Natal, derramava-se um copo inteiro de cachaça antes de qualquer "trabalho", logo depois de aberta a sessão e cantada a "Linha de abertura".
Nos mais adiantados onde os "mestres" tinham lido e viajado (Pará, Bahia, Recife ou Rio de Janeiro) a oferta cingia-se às gotas jogadas ao solo, antes ou depois de beber-se.
Era fatal, com os "mestres" fiéis à tradição catimbozeira na legitimidade da expressão, o gesto para que o bebedor deixasse o copo inteiramente vazio. O copo com algum líquido, depois da bebida, era uma falta manifesta de respeito aos "mestres", invisíveis e poderosos.
Só existe uma explicação para este costume arraigado e natural no nosso povo. É a Libatio dos romanos e gregos, desaparecida há quase dois mil anos no uso religioso e mantida no costume inconsciente, pelos herdeiros da cultura que se dissolveu, no tempo, em Portugal e, decorrentemente, no Brasil colonial. E ficou resistindo até nossos dias.
O ato de Libaro era justamente derramar água, vinho ou óleo perfumado, no chão, no lume ou no altar, oferenda aos deuses.
Não se começava uma refeição grega ou romana sem a libação. Provava-se o líquido e despejava-se o restante no solo. Sem esta pequena cerimônia os deuses teriam inveja da alegria do banquete e vingar-se-iam. Para contentá-los ofereciam, antecipadamente, parte do simpósio, expresso no Libatio ritual. Era a participação sagrada no alimento terrestre.
Comumente faziam a Libatio como súplica. Homero (Ilíada, XVI, 221-233) descreve a libação de Aquiles, na tenda diante de Tróia, a Zeus, senhor do raio, oferecendo-lhe vinho em taça virgem. Devia ser o primeiro ato diário dos homens virtuosos aconselhava Hesíodo, no Trabalhos e os dias.
O apóstolo Paulo, I Filipenses 11, 17, fala em "derramar meu sangue à maneira de libação", mostrando a contemporaneidade da cerimônia. O Velho testamento abunda em citações comprovadoras, Números, XXVIII, 7-8, Reis, VII, 1-6 etc.
Em Burna o tamarineiro (Tamarindus Indica, L) é venerado e ofertam vinho e água às suas raízes. Entre os jeje-nagô, o Irôco, gameleira (Ficus religiosa), lôco dos bantu, recebe culto idêntico na África, e na Bahia, estudado por Nina Rodrigues, Artur Ramos, Edison Carneiro. Seabrook registrou semelhantemente no Haiti. Na Índia os "ficus", Banian (F. indica) e Pipal (F. religiosa, a nossa gameleira), têm direitos idênticos, despejando-se ghee, manteiga clarificada, no tronco. Igualmente o Tulusi, outro ficus, é sagrado, com manifestações da libação. Diga-se, de passagem, que o deus Crisna se casou com a árvore Tulusi.
Petrônio (Satiricon, LXXIV) conta no banquete de Trimalxião o arrepio de susto quando um galo inopinadamente cantou. Anunciava incêndio próximo ou a morte de alguém. O dono da casa passou o anel da mão esquerda para direita. Aspergiram o azeite das lâmpadas. Todo o vinho foi derramado sob a mesa. "Vinum sub mensa jussit effundi". Era uma libação, evitando o presságio para os alegres convivas.
Nos antigos povos caçadores o costume da libação aos troféus era elemento decisivo para felicidade e seqüência da fartura. Os crânios de certos animais eram molhados de vinho, como ainda hoje fazem os Ainos com as cabeças de ursos.
Lembro um episódio que presenciei no Recife durante o Carnaval de 1939, creio. Um popular mandou abrir uma garrafa de cerveja e derramou-a no chão, junto ao porta-bandeira de um clube barulhento e querido que vinha sendo acompanhado por uma multidão entusiastica. O porta-bandeira, sorridente e orgulhoso, molhou a extremidade da haste do estandarte, perfeitamente certo da alta significação simbólica que sua agremiação merecera. Era, irretorquivelmente, uma libação clássica.
Num romance recente de Nevil Shute (A Hora Final, Rio de Janeiro, 1958, p.1000) a libatio aparece como uma normalidade inglesa, norte-americana, australiana. Fala um general reformado, Sir Douglas Froude: "Ergueu o seu cálice de xerez: Bem. Agradeçamos à Providência por você ter voltado são e salvo. Creio que devíamos derramar um pouco no chão em sinal de júbilo".
No monitórios do Santo Ofício nos séculos XVI e XVII perguntava-se cuidadosamente se na residência suspeita de judaísmo, em caso de falecimento, esvaziavam toda água existente, despejando-a fora, como fizeram com o vinho no banquete de Trimalxião. A explicação do monitorio era bem diversa mas com a libação com água pura existiu entre os israelitas (Reis I, VII, 1-6), bem podia tratar-se de uma representação típica aos manes funerários.
Esta superstição ainda existe, usual e viva, no Brasil.
O tempo vai passando mas não leva todas as coisas. Muitas vão ficando dentro do cotidiano, vividas numa vitalidade surpreendente, manifestações sem conteúdo místico mas reais no gesto notário que lhes denuncia a existência milenar.
(Cascudo, Luís da Câmara. "Derramar bebida no chão")
NOME DE CACHAÇA...
abençoada; abrideira; acaba-festa; adorada; alpista; aninha; apreciada; arrebenta-peito; branca, branquinha, brasa; braseira; brasileira; bichinha-boa; acorda-o-velho; afamada; afiada;água-benta;água-bruta; água-de-briga; água-de-cana; aguada; água-forte; água-que-passa rinho-não-bebe; água-que-gato-não-bebe; alertadeira; alma-de-gato; amansa-sogra; amansa-corno; amargosa; antibiótico; apetitosa; arranja-briga; a-que-matou-o-guarda; arranca-bofe; atitude; azarenta; bichinha; bicho- bom; bigorna; birinaite; birusca; bribada; branquinha; briosa; cabo; catutca; caideira; calafrio; calorenta; cambirimba; cambraia; canavieira; canforada; canilina; capilé; catuta; catinguenta; chamegada; chamarisco; cipoada; cheirosinha; carinhosa; carraspana;caxaramba; caxiri; caxirim; chibatada; choraminga; chorumela; cobreira; corta-bainha; cotréia; cumbe; cumulaia; criminosa; curandeira; da boa; danadinha; desperta paixão; distinta; depurativo; douradinha; encantada; enrola-chifre; ensina-estrada; garapa; girgolina; goró; gororoba; jeribita; jurubita; lapada; limpa; lindinha; lisa; mandureba, mamãe-sacode; marafo; maria-branca; mata-bicho; mata-o-velho; mel; merol; meu-consolo; não-sei-quê; papôco; papudinha; precipício; piadeira; pifão;pinga; pisca-pisca; pura; purinha; queimante; quero-mais; reiada; saideira; sacudidela; salve-ela; samaritana; sapeca; sedutora; seleta; sopapo; sossega-leão; sputinik; renitente; suadeira; sururu; tacada; talagada; tagarela; tiririca; tiúba; tijolo-quente; tira-frio; tira-prosa; tira-reima; tiririca; tiúba; tentação; tenebrosa; treco; tremedeira; trombada; turbulenta; uma...; uma-da-boa; uma-daquelas; valentona; veneno; venenosa; virgem-afamada; vexadinha; vuco-vuco; xaropada; xixi-de-anjo; zombeteira; zinabre, zuninga.
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